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Brasil

Raio mata turista que passeava de tirolesa em Minas Gerais

Ana Paula de Jesus morreu devido a uma descarga elétrica, em São Tomé das Letras. Marido e empresa têm versões diferentes

Raio mata turista que passeava de tirolesa em Minas Gerais
- Imagens mostram passeio de tirolesa antes da turista passar mal e morrer
Foto de perfil de tribunaonline

Redação Jornal A Tribuna

Reportagens produzidas pela equipe de jornalistas da Rede Tribuna, publicadas no jornal A Tribuna.

Última atualização


A Polícia Civil mineira investiga as circunstâncias da morte da turista Ana Paula de Jesus Oliveira, em São Tomé das Letras, Minas Gerais, e avalia se houve negligência. Ela morreu devido a uma descarga elétrica, enquanto fazia um passeio de tirolesa.

Ana Paula tinha 30 anos e era casada há seis anos com Helbert Daniel, com quem trabalhava no comércio da família, um restaurante e um mercadinho em Betim (MG).

O caso aconteceu por volta das 16h30 de domingo, em um ponto turístico elevado, próximo ao ponto conhecido como Pirâmide, de acordo com o G1 de Minas Gerais.

Segundo o boletim da Defesa Civil Estadual, uma tempestade com descargas elétricas atingia o município quando um raio alcançou um ponto elevado da cidade e acabou atingindo indiretamente duas pessoas que estavam na área.

Os dois foram socorridos em um carro particular e levados para o hospital.

De acordo com boletim de ocorrência registrado na Polícia Militar, Ana Paula passou mal após a descarga e teria sofrido uma parada cardiorrespiratória; ela chegou a ser atendida por médicos na Unidade Mista de Saúde do município, mas não resistiu.

Ainda conforme o BO, um homem que também foi atingido, funcionário da tirolesa, foi socorrido e encaminhado em estado estável para um hospital em Três Corações (MG).

No entanto, há divergências entre o relato da empresa, que diz não ser possível precisar o ponto de incidência do raio, e o relato do marido, que afirma que o raio atingiu a base superior da tirolesa e a descarga teria se propagado até o ponto de chegada.

Helbert Daniel acredita que o piso de pedra e a proximidade da chuva podem ter contribuído para a tragédia. Segundo o marido de Ana Paula, a tragédia poderia ter sido evitada com medidas adicionais de segurança e com a interrupção preventiva da atividade.

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