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INTERNACIONAL

Maduro se declara inocente em audiência nos EUA e diz ser “prisioneiro de guerra”

Ex-presidente da Venezuela negou acusações em tribunal de Nova York; prisão e processo elevam tensão internacional

Maduro se declara inocente em audiência nos EUA e diz ser “prisioneiro de guerra”
- Momento em que Maduro era conduzido ao tribunal
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Aline Moura

Aline Moura é formada pela UFPE, trabalhou como repórter de Política, Editora Assistente de Produção de Política e repórter especial do Diario de Pernambuco, num período de 15 anos, onde atuou em todas as áreas, exceto esportes. Também teve experiência de quatro anos como gerente de comunicação da Secretaria do Trabalho, Emprego e Qualificação de Pernambuco e voltou ao jornalismo para integrar a equipe do Portal da Tribuna Online como repórter.

Última atualização

Com informações da Reuters, Associated Press, Financial Times e Agência Brasil


Capturado pelo governo Trump, o presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, declarou-se inocente das acusações de narcoterrorismo, tráfico de drogas e crimes relacionados nesta segunda-feira (5) durante sua primeira audiência em um tribunal federal de Nova York, nos Estados Unidos, após ser capturado por forças norte-americanas no último fim de semana.

A declaração, feita diante do juiz Alvin Hellerstein, marca o início da fase judicial de um processo que já repercute em diferentes capitais do mundo. “Sou um prisioneiro de guerra e homem inocente”, disse.


Depoimento em tribunal e defesa


Maduro e sua esposa, Cilia Flores, que também enfrenta acusações no mesmo processo, apareceram perante a Justiça americana e pleitearam inocência em todas as acusações. Segundo relatos de agências internacionais, Maduro declarou em Manhattan que foi “sequestrado” pelos Estados Unidos e afirmou que continua sendo o presidente legítimo da Venezuela, ainda que atualmente deposto. E


O juiz de 92 anos, Alvin Hellerstein, presidiu a sessão que, em grande parte, tratou de procedimentos formais — como a leitura das acusações e a data da próxima audiência, agendada para 17 de março.


Acusações e contexto legal


Durante a audiência, Nicolás Maduro e a esposa, Cilia Flores, foram formalmente informados das acusações apresentadas pelas autoridades dos Estados Unidos.

Segundo a acusação, integrantes do alto escalão do governo venezuelano — entre eles o ministro do Interior, Diosdado Cabello — teriam usado cargos públicos para facilitar o envio de grandes quantidades de cocaína ao território norte-americano, em um esquema sustentado por práticas de corrupção associadas ao narcotráfico.


A prisão de Maduro em Caracas durante uma operação militar liderada pelos EUA no último sábado e sua transferência para Nova York chocaram a comunidade internacional e levantaram debates sobre a legalidade de uma intervenção desse tipo.


Repercussões internacionais


A prisão e a audiência judicial desencadearam reações variadas no cenário global. Países vizinhos e membros de organismos internacionais expressaram preocupações sobre os efeitos da ação americana na estabilidade regional e no respeito às normas do direito internacional. Delegados discutiram o episódio em sessões de emergência no Conselho de Segurança da ONU, enquanto governos de países como México, Colômbia e Rússia e China criticaram a operação como uma violação da soberania venezuelana.


A Suíça, por outro lado, anunciou o congelamento de bens ligados a Maduro e seus associados, reforçando a pressão financeira sobre o grupo político do ex-presidente fora das fronteiras dos Estados Unidos.


Impacto político e diplomático


Dentro da Venezuela, a destituição de Maduro abriu um vácuo político e institucional. A vice-presidente Delcy Rodríguez foi empossada como presidente interina, com desafios imediatos para estabilizar o país diante da crise gerada pela prisão de seu antecessor e aliado de longa data.


Analistas políticos afirmam que o caso tem potencial para redefinir as relações entre os Estados Unidos e a América Latina, além de levantar questões sobre soberania nacional, direito internacional e precedentes para julgamentos de líderes estrangeiros em tribunais domésticos.


Interesses estratégicos e petróleo


Segundo Maduro, durante a audiência, o objetivo dos Estados Unidos é se apoderar dos recursos minerais estratégicos venezuelanos.

O avanço do caso também reacendeu o debate sobre o petróleo venezuelano, que concentra uma das maiores reservas do mundo. Segundo a agência Reuters, declarações do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, sobre a possibilidade de abrir o setor petrolífero da Venezuela à atuação de empresas americanas colocaram o tema no centro das análises geopolíticas.


A movimentação política foi acompanhada por oscilações e alta nos preços do petróleo e pela valorização de ações de grandes petroleiras, em meio à expectativa de mudanças futuras na oferta global. Analistas ouvidos pela agência ponderam, no entanto, que a produção venezuelana está longe de se recuperar no curto prazo, devido à deterioração da infraestrutura e à necessidade de investimentos elevados

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