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CINEMA

Mark Ruffalo, o Hulk, chama Trump de “estuprador” e “pedófilo” no Globo de Ouro

No tapete vermelho, ator abandona protocolo, ataca conduta moral do presidente e critica guerra na Venezuela

Mark Ruffalo, o Hulk, chama Trump de “estuprador” e “pedófilo” no Globo de Ouro
- Ruffalo admitiu sentir-se "enojado" com a normalização do cenário político atual
Foto de perfil de Aline Moura

Aline Moura

Aline Moura é formada pela UFPE, trabalhou como repórter de Política, Editora Assistente de Produção de Política e repórter especial do Diario de Pernambuco, num período de 15 anos, onde atuou em todas as áreas, exceto esportes. Também teve experiência de quatro anos como gerente de comunicação da Secretaria do Trabalho, Emprego e Qualificação de Pernambuco e voltou ao jornalismo para integrar a equipe do Portal da Tribuna Online como repórter.

Última atualização


O tapete vermelho do Globo de Ouro 2026 tornou-se palco de um dos ataques mais viscerais já registrados em premiações de Hollywood. O ator Mark Ruffalo, indicado por sua atuação, utilizou a vitrine global para disparar acusações gravíssimas contra Donald Trump. Sem meias palavras, Ruffalo chamou o presidente de “estuprador condenado” e “pedófilo”, classificando-o como o “pior ser humano” para liderar o país.

O veredito de Ruffalo

Embora a justiça de Nova York tenha condenado Trump civilmente por abuso sexual, Ruffalo utilizou o termo textual “rapist” (estuprador) ao conversar com a imprensa. Para o ator, a condenação cível e o histórico do presidente o desqualificam moralmente. “Se estamos dependendo da moralidade desse cara para o país mais poderoso do mundo, estamos todos em apuros”, afirmou, visivelmente emocionado.

“Não é a América”: O desabafo sobre a Venezuela

Além das acusações pessoais, Ruffalo levou a política externa para o centro do debate. Ele afirmou que os Estados Unidos estão em uma “guerra ilegal” com a Venezuela, após uma invasão que, segundo ele, ignora o direito internacional. O ator, que usava um broche em luto por uma vítima de agentes de imigração, descreveu um cenário de terror: “O que estou vendo acontecer não é a América”.

A cena do choque

O clima de celebração deu lugar ao desconforto quando Ruffalo admitiu sentir-se “enojado” com a normalização do cenário político atual. Ele explicou que não conseguiria ficar quieto ou fazer “social” (BS) em um momento tão crítico. Enquanto a indústria do cinema tentava focar nos troféus, o “Hulk” da vida real preferiu expor as vísceras de uma nação dividida, tratando o presidente como o grande vilão de uma história que, para ele, não tem nada de ficção.

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