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Tribuna Agro ES

Produção de inhame cresce no Espírito Santo

Iniciativas testam novas variedades, visando fortalecer a agricultura familiar, com aumento da renda dos produtores

Produção de inhame cresce no Espírito Santo
- Pesquisas do Incaper desenvolvem novas variedades de inhame adaptadas ao Espírito Santo
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Clóvis Rangel

Clóvis Rangel é publicitário e jornalista formado pela Faculdade Pitágoras. Pós-graduado em Redes Sociais e em Sociologia, atua como especialista na editoria de variedades. É repórter do jornal A Tribuna e do portal Tribuna Online, além de professor de Marketing.

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Responsável por quase metade da produção nacional de inhame, o Espírito Santo deverá contar, em breve, com novas variedades do tubérculo adaptadas às condições climáticas e ao solo do ES.

A iniciativa visa aumentar a produção, reduzir prejuízos e fortalecer a agricultura familiar. No último ano, a Secretaria de Estado da Agricultura estima que a produção estadual tenha alcançado cerca de 98,5 mil toneladas, cultivadas em uma área de 3,3 mil hectares, com produtividade média de 29,7 toneladas por hectare.

O Instituto Capixaba de Pesquisa, Assistência Técnica e Extensão Rural (Incaper) deu início, neste ano, a projetos voltados ao desenvolvimento dessas novas variedades, com foco em maior resistência e desempenho agronômico.

Entre as pesquisas em curso, destaca-se o projeto “Potencialização da cultura do taro no Espírito Santo: caracterização de germoplasma, diversidade genética e seleção de variedades”, aprovado pelo Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq).

A pesquisa tem como base o Banco de Germoplasma de Taro do Incaper, que reúne 40 acessos (materiais genéticos) da cultura. A coleção está localizada no Centro de Pesquisa, Desenvolvimento e Inovação Serrano (CPDI Serrano), em Domingos Martins.

“O inhame é propagado vegetativamente por meio dos rizomas, o que favorece o surgimento de variações genéticas naturais ao longo do tempo”, explica a pesquisadora do Incaper Daniela Camporez, responsável pelos estudos moleculares do projeto.

Paralelamente, a pesquisadora Rosenilda de Souza também coordena um projeto financiado pela Fundação de Amparo à Pesquisa e Inovação do Estado (Fapes), com investimento de R$ 167,6 mil, que prevê o resgate e a caracterização de variedades crioulas conservadas por agricultores familiares em diferentes regiões do Estado.

“Serão, no mínimo, dois anos de avaliações a campo e análises laboratoriais, além de mais um ou dois anos para comprovação dos resultados. Trata-se de um trabalho cuidadoso, desenvolvido por uma equipe multidisciplinar”.

“Capital Nacional” é capixaba

Maior produtor de inhame do Brasil, Alfredo Chaves, na região Serrana do Espírito Santo, é reconhecido oficialmente como Capital Nacional do Inhame, título que reflete a elevada produtividade e a relevância econômica da cultura para o município. Em 2024, a cidade liderou a produção capixaba, com 31,7 mil toneladas colhidas.

“O título veio em 2025 e foi a forma encontrada para tornar reconhecido o patrimônio agrícola mais importante de Alfredo Chaves. É um símbolo para a região”, disse o produtor e pesquisador Jandir Gratieri.

Segundo o extensionista do Instituto Capixaba de Pesquisa, Assistência Técnica e Extensão Rural (Incaper) João Medeiros, em Alfredo Chaves, a atividade envolve aproximadamente 800 famílias da agricultura familiar.


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