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Caçadores de Destinos

Viagem na história do primeiro balneário turístico do Espírito Santo

Berço do turismo capixaba, Marataízes preserva memória, cultura e tradições que nasceram com a chegada do trem e atravessam gerações

Viagem na história do primeiro balneário turístico do Espírito Santo
- Ruínas do Trapiche, antiga estrutura usada para embarque e desembarque de mercadorias
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Kamila Rangel

Apresentadora do Programa Caçadores de Destinos, que vai ao ar na TV Tribuna / Band, e escreve as reportagens do Caçadores de Destinos no jornal A Tribuna e no portal Tribuna Online

Última atualização


Bem antes de o turismo ser reconhecido como atividade econômica, Marataízes já vivia a experiência de receber visitantes atraídos pelo mar, pelas “lagoas” e pelo calor do verão. No início do século XX, consolidou-se como o primeiro balneário turístico do Espírito Santo, impulsionado pela chegada da Estrada de Ferro Itapemirim.

A ferrovia começou a ganhar forma em 1912, inicialmente voltada para o transporte da cana-de-açúcar da Usina Paineiras, e foi ampliada mais tarde, ligando Marataízes a Cachoeiro de Itapemirim. O trem se tornou o meio mais confortável, e muitas vezes o único, para chegar ao litoral.

Mineiros, fluminenses e capixabas, especialmente os cachoeirenses, passaram a descer na estação de Marataízes para viver o encontro com o mar.

A história da cidade é contada hoje no Centro Histórico, às margens do rio Itapemirim. Nas Ruínas do Trapiche, permanecem os vestígios da antiga estrutura usada para embarque e desembarque de mercadorias. O Palácio das Águias é o antigo símbolo do poder local. A Igreja Nossa Senhora dos Navegantes reflete a fé e a relação profunda da comunidade com o mar, protegendo pescadores e viajantes.

O verão fez a economia de Marataízes pulsar e criou tradições que atravessam o tempo. Novas gerações das famílias que antes chegavam de trem hoje retornam de carro, mantendo a cidade como destino afetivo.

O Sebrae-ES desenvolveu um estudo sobre a “Identidade Maratimba”, que contém essas e outras informações sobre a história de Marataízes, valorizando a memória, a cultura e o papel do município como destino pioneiro do turismo capixaba.

Onde comer e onde se hospedar

Bar e Restaurante da Lagoa

Na Lagoa do Siri. Contato: (27) 99666-3829.

Gatões Restaurante

Na Lagoa do Siri. Contato: (28) 99968-7560.

Cantinho do Trapiche

No Centro Histórico. Contato: (28) 99972-1966.

Tropeiro Mineiro

Na Lagoa do Siri. Contato: (28) 99968-0326.

Deck da Lagoa

Na Lagoa do Siri. Contato: (28) 99955-1698.

Capitão Gancho

Na Praia da Colônia. Contato: (28) 99925-877.

Cia do Peixe

No Centro. Tel.: (28) 99971-5424.

Restaurante Ferreira

Na Praia dos Cações. Contato: (28) 99945-1627.

Hospedaria Rosa dos Ventos

Na Praia das Falésias. Contato: (27) 99982-5434.

Pousada e Camping do Siri

Próximo à Lagoa do Siri. Contato: (28) 99966-8027.

Camping do Xodó

A menos de um quilômetro do Centro. Contato: (28) 3532-1291.

Pousada Portal da Barra

Em frente à Praia da Barra. Contato: (28) 3532-1288.

Saveiros Palace Hotel

No Centro. Contato: (28) 3532-1413.

Praia Hotel Marataízes

Na Praia Central. Contato: (28) 99906-7333.

Vista Oceânica Pousada

Em Cidade Nova. Contato: (28) 99901-8439.

Tradição à mesa

Na beira da Lagoa do Siri tem culinária de primeira em qualquer época do ano. No Bar e Restaurante da Lagoa, por exemplo, a dona Magnólia Marvila serve os famosos Jambalaya e Mega Filé.

O primeiro é feito com arroz, sururu, camarão e peixe, um molho com ervilha e, na finalização, queijo e lagosta. O Mega Filé é um filé de peixe à milanesa com molho de camarão, finalizado com queijo muçarela, lagosta e abacaxi grelhado. Vale a pena saborear os dois! O Bar e Restaurante da Lagoa abre todos os dias, das 8h às 18 horas.


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