- Vitória, ES 28°C

Vitória 28°C

Publicidade: Combate os sintomas da gripe
POLÊMICA

Lula assina MP e piso nacional dos professores sobe para R$ 5.130,63

Reajuste de 5,4% garante ganho real acima da inflação e passa a valer em todo o país

Lula assina MP e piso nacional dos professores sobe para R$ 5.130,63
- A MP passa a valer de imediato, mas precisa de aprovação do Congresso num prazo de 60 dias, prorrogáveis por mais 60.
Foto de perfil de Aline Moura

Aline Moura

Aline Moura é formada pela UFPE, trabalhou como repórter de Política, Editora Assistente de Produção de Política e repórter especial do Diario de Pernambuco, num período de 15 anos, onde atuou em todas as áreas, exceto esportes. Também teve experiência de quatro anos como gerente de comunicação da Secretaria do Trabalho, Emprego e Qualificação de Pernambuco e voltou ao jornalismo para integrar a equipe do Portal da Tribuna Online como repórter.

Última atualização


Matéria atualizada às 21h28

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva assinou, nesta quarta-feira (21), a Medida Provisória (MP) que oficializa o novo Piso Nacional do Magistério para 2026. O valor passa de R$ 4.867,77 para R$ 5.130,63, um reajuste de 5,4%. A medida visa encerrar o impasse sobre o cálculo do índice, garantindo que o magistério receba um aumento acima da inflação do ano anterior.

Mudança na regra garante ganho real

A grande novidade política reside na alteração da fórmula de correção. Pela regra anterior, baseada apenas no valor aluno-ano do Fundeb, o reajuste para 2026 seria de apenas 0,37% (cerca de R$ 18,00). Com a nova MP, o cálculo passa a somar o INPC do ano anterior mais 50% da média da variação da receita do Fundeb. Isso assegura que o professor nunca receba menos que a inflação. O reajuste acrescentado foi de R$ 262,86.

“Essa é uma vitória histórica dos professores de todo o Brasil. A medida garante ganho real e estabelece uma proteção fundamental: a correção do piso nunca deverá ficar abaixo da inflação do ano anterior. Investir na educação é garantir melhores condições de remuneração aos nossos professores — isso é respeito e compromisso com quem dedica a vida a ensinar”, declarou o ministro da Educação, Camilo Santana.

O “fôlego” imediato e o desafio legislativo

Por se tratar de uma Medida Provisória, o novo piso tem força de lei imediata. O governo correu contra o tempo para garantir que os estados e municípios tivessem a base legal antes do fechamento das primeiras folhas de pagamento do ano. No entanto, o texto tem validade de 60 dias, prorrogáveis por mais 60. Se não for votado e aprovado pela Câmara e pelo Senado nesse período, a medida perde o efeito.

Reações e sustentabilidade orçamentária

Embora celebrada por sindicatos como a CNTE, a medida enfrenta resistência de gestores locais. A Confederação Nacional dos Municípios (CNM) alerta para um impacto bilionário nas contas das prefeituras. O governo defende que a nova fórmula traz mais “previsibilidade e sustentabilidade” ao sistema federativo, equilibrando a valorização do docente com a capacidade de caixa dos entes. A entidade tratou a MP como “eleitoreira”

“É inaceitável que, após anos de silêncio diante de reajustes elevados e ilegais — como os de 33,24% em 2022, e de 14,95% em 2023 —, agora, quando o índice sinaliza 0,37%, o governo federal se mobilize para editar uma MP sob o argumento de “injustiça” no cálculo. Essa incoerência fere a lógica da gestão pública responsável e evidencia o uso político de um instrumento que deveria ser técnico e estável”, diz um trecho da nota divulgada pela CNM.

Mais Lidas

Ver tudo ›