- Vitória, ES 24°C

Vitória 24°C

Publicidade: Combate os sintomas da gripe
ELEIÇÕES 2026

Chamada de “incontrolável” por Bolsonaro, Michelle avalia desistir do Senado

Ex-primeira-dama acertou saída do comando do PL Mulher após crise com Flávio e disse que vai se dedicar ao marido e à filha

Chamada de “incontrolável” por Bolsonaro, Michelle avalia desistir do Senado
- Michelle e Flávio estão em crise, com manifestação pública, em vídeo, com queixas da ex-primeira-dama
Foto de perfil de

Redação Jornal A Tribuna

Reportagens produzidas pela equipe de jornalistas da Rede Tribuna, publicadas no jornal A Tribuna.

Última atualização


A ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro ameaçou desistir da disputa ao Senado pelo Distrito Federal e abandonar a política após o agravamento da crise com o senador Flávio Bolsonaro.

Em meio ao desgaste, ela acertou ontem deixar a presidência do PL Mulher, cargo que ocupava desde 2023, decisão anunciada após reunião com o presidente nacional do partido, Valdemar Costa Neto.

A saída ocorre dias depois de Michelle tornar pública a briga com o enteado em um vídeo publicado nas redes sociais. Segundo a colunista Bela Megale, do jornal O Globo, a decisão de deixar o comando do PL Mulher será temporária.

Entre no nosso canal e receba notícias em seu WhatsApp.

A justificativa apresentada pela ex-primeira-dama é a necessidade de se dedicar integralmente aos cuidados do ex-presidente Jair Bolsonaro, que cumpre prisão domiciliar e enfrenta problemas de saúde, além da filha do casal.

Em nota, Michelle afirmou que, após refletir sobre o momento vivido pela família e conversar com o marido, comunicou a Valdemar sua decisão para cuidar da família.

A reunião entre Michelle e Valdemar ocorreu na sede do PL Mulher e teve como objetivo reduzir a tensão provocada pelo conflito entre a ex-primeira-dama e Flávio.

No vídeo divulgado na semana passada, Michelle afirmou ter sido “humilhada” e “maltratada” pelo senador durante um telefonema. Segundo ela, Flávio também determinou que se afastasse das decisões políticas e das indicações dentro do partido. O senador negou as acusações e afirmou que nunca ofendeu a madrasta.

Michelle também afirmou que vinha sendo alvo de ataques de um grupo baseado nos EUA, em referência que integrantes do PL interpretaram como direcionada a Eduardo Bolsonaro e aliados.

Apesar de Michelle não mencionar a candidatura ao Senado na nota divulgada ontem, Valdemar trabalha para convencê-la a seguir na disputa. Segundo interlocutores, o dirigente argumenta que a ex-primeira-dama tem papel estratégico na eleição de aliados, como a governadora Celina Leão e a deputada federal Bia Kicis, além de defender que uma vitória da direita seria o principal caminho para ajudar Jair Bolsonaro.

A crise também envolve a deputada Priscila Costa, vice-presidente do PL Mulher e aliada de Michelle. Ela ficou fora da disputa ao Senado no Ceará após o partido firmar aliança com o PSDB, decisão que ampliou o desgaste interno.

Ex-presidente diz a aliados que mulher é “incontrolável”

Muito antes da crise pública entre Michelle Bolsonaro e Flávio Bolsonaro, o ex-presidente Jair Bolsonaro já demonstrava reservas quanto ao perfil político da ex-primeira-dama. A dirigentes do PL e aliados, ele a classificava como “incontrolável” e afirmava que ela não entendia os meandros da política nem aceitava ser contrariada, motivo pelo qual a descartava para a Presidência da República.

Um dos episódios mais lembrados por Bolsonaro ocorreu em 2022, quando ele defendia a candidatura da então ministra Flávia Arruda ao Senado pelo Distrito Federal. Michelle, porém, recusou-se a apoiar a escolha e fez campanha para Damares Alves.

Para evitar um desgaste público na família, Bolsonaro preferiu não participar da campanha de Flávia. Damares acabou eleita e se tornou uma das principais aliadas de Michelle. Nos bastidores do Palácio da Alvorada, Michelle e Damares cultivaram uma amizade próxima.

Com o rompimento entre Michelle e Flávio Bolsonaro, Damares atua como uma das principais interlocutoras na tentativa de reduzir a tensão, embora permaneça ao lado da ex-primeira-dama.

A avaliação de Bolsonaro contrastava com o espaço que Michelle conquistou no eleitorado conservador e dentro do próprio PL nos últimos anos. O ex-presidente costumava dizer que ela tinha dificuldade para lidar com derrotas políticas e não aceitava decisões contrárias às suas posições, característica que, na visão dele, inviabilizaria uma candidatura ao Palácio do Planalto.

Vídeo nas redes sociais liga alerta sobre o pré-candidato

A ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro voltou a alimentar a crise com o senador Flávio Bolsonaro ao compartilhar, nas redes sociais, um vídeo do ex-governador Anthony Garotinho sobre uma suposta festa promovida pelo banqueiro Daniel Vorcaro.

A publicação foi feita pouco antes do jogo entre Brasil e Japão e recebeu a legenda: “A verdade de Jesus Cristo vai prevalecer”.

No vídeo, Garotinho afirma que parlamentares e outras autoridades que defendem publicamente a família participaram da chamada “Noite das Astronautas”, festa que, segundo ele, teve mulheres nuas estrangeiras usando capacetes espaciais. A repostagem ocorre cinco dias após Michelle tornar pública a briga com Flávio Bolsonaro.

Entre aliados de Flávio, a publicação reforçou a percepção de que Michelle estaria sinalizando conhecer fatos ainda não revelados publicamente e que poderiam atingir a candidatura do senador. No vídeo divulgado semana passada, ela disse que Flávio afirmou que ela não deveria interferir nas decisões do PL por não entender de política.



Mais Lidas

Ver tudo ›