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Polícia

Adolescente que desapareceu com irmão de 1 ano já havia tentado levar outro bebê

Menina de 14 anos subtraiu o irmão de dentro de casa com a intenção de criá-lo como seu filho

Adolescente que desapareceu com irmão de 1 ano já havia tentado levar outro bebê
- Centro Integrado de Atendimento Socioeducativo (Ciase)
Foto de perfil de Layna Cruz

Layna Cruz

Jornalista formada pela Universidade Federal do Espírito Santo, é repórter multimídia no jornal A Tribuna e portal Tribuna Online. Já atuou no Tribunal de Justiça do Espírito Santo e no Senac-ES. Curiosa sobre tudo o que envolve comunicação e jornalismo, possui experiência nas áreas de assessoria de imprensa, comunicação institucional, cobertura de eventos, mídias sociais, fotografia e produção de vídeos e podcasts.

Última atualização



Uma criança de 1 ano e oito meses, desaparecida desde 26 de junho, foi encontrada na última terça-feira (30) em Jacaraípe, na Serra. O menino havia sido levado de casa pela irmã de 14 anos e, segundo a Polícia Civil, esta não foi a primeira tentativa da adolescente de subtrair um menor.

Como a irmã levou o menino e histórico anterior

A adolescente saiu da casa onde vive com a avó e os irmãos, em Padre Gabriel, em Cariacica, sob o pretexto de ir ao mercado a pedido da responsável, mas não retornou com o irmão. De acordo com a Delegacia Especializada do Adolescente em Conflito com a Lei (Deacle), em fevereiro deste ano ela tentou subtrair um bebê de 4 meses no Terminal de Vila Velha.

Segundo o titular da Deacle, o delegado Fábio Pedroto, a adolescente, inserida em vulnerabilidade social e abandono parental, subtraiu o irmão por motivações afetivas, com o desejo de criá-lo como filho.

“Temos a certeza jurídica, a certeza investigativa de que ela subtraiu essa criança com finalidades afetivas, para fins de criá-la como se filho fosse. Essa adolescente, hoje, ela, evidentemente, necessita de um apoio psicossocial, ela estava em situação de evasão escolar, ela está em situação de vulnberabilidade social e precisa muito mais de um acompanhamento de órgãos de saúde, de órgãos de assistência social do que, efetivamente, de uma internação’, pontuou o delegado.

Denúncia levou à localização em Jacaraípe

Após denúncia de que os menores estavam em uma casa em Jacaraípe, policiais montaram campana no local. A adolescente foi abordada quando apareceu no portão e não resistiu; a criança estava em um dos quartos.

Segundo a Polícia Civil, o imóvel era usado por um grupo para consumo de drogas. No entanto, os policiais relataram que o menino não apresentava sinais de maus-tratos e demonstrou afeição pela irmã.

Enquadramento e acolhimento institucional

A adolescente foi apreendida e autuada pelo artigo 249 do Código Penal, que tipifica o crime de subtração de incapaz. Após audiência, a Justiça decidiu pelo acolhimento institucional, e não internação, para acompanhamento psicossocial e de saúde.

“Acolhimento institucional não é um espaço de privação de liberdade como na internação, é um espaço que ela recebe diversos atendimentos de diversas especialidades, com o objetivo de entender as suas complexidades, suas dificuldades, com a finalidade de mediar a reintegração à família, à escola, à sociedade”, explicou o delegado.

Outros envolvidos e suspeita de infração

As investigações apontam que pessoas próximas ajudaram a adolescente durante o período de desaparecimento, inclusive com transferências via Pix por conta de dificuldades financeiras. Elas também abrigaram os dois menores sem avisar as autoridades e serão investigadas por favorecimento pessoal.

Em 2025, a adolescente foi apreendida após se envolver em uma tentativa de homicídio contra um senhor em um quiosque na praia, em Vila Velha, quando acompanhava um grupo de jovens.



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