- Vitória, ES 24°C

Vitória 24°C

Publicidade: Combate os sintomas da gripe
Política

Moraes determina que Flávio seja ouvido em investigação sobre calúnia contra Lula

Moraes deu prazo de dez dias para a PF ouvir Flávio Bolsonaro em investigação sobre calúnia contra Lula após post no X.

Moraes determina que Flávio seja ouvido em investigação sobre calúnia contra Lula
- Após voto de Kassio Nunes Marques para manter liminar, ministra Estela Aranha pediu vista; AtlasIntel segue impedida de divulgar o levantamento

Última atualização

O ministro Alexandre de Moraes, do STF (Supremo Tribunal Federal), determinou que a PF (Polícia Federal) tome o depoimento do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) em uma investigação que apura o crime de calúnia contra o presidente Lula (PT).

De acordo com o magistrado, o pré-candidato do PL à Presidência da República deve ser ouvido em um prazo máximo de dez dias. Flávio, devido à prerrogativa de senador, poderá acertar com a corporação o melhor local, dia e horário para o depoimento.

O inquérito se refere a um post de Flávio na rede social X. Quando o ditador da Venezuela, Nicolás Maduro, foi capturado, o senador escreveu: “Lula será delatado. É o fim do Foro de São Paulo: tráfico internacional de drogas e armas, lavagem de dinheiro, suporte a terroristas e ditaduras, eleições fraudadas”.

A decisão de Moraes atende a parecer do procurador-geral da República, Paulo Gonet. Nesta segunda-feira (6), ele defendeu ao STF que Flávio fosse ouvido e mencionou que a oitiva pode permitir uma retratação por parte do senador.

“Superada a discussão a respeito do cabimento das diligências complementares requeridas, remanesce a necessidade de oitiva do Sr. Flávio Nantes Bolsonaro, medida de especial relevância, sobretudo em razã da possibilidade de retrataç;o, capaz de isentar o investigado de pena”, disse Gonet.

De acordo com a legislação penal, se antes da sentença o réu se retratar, fica isento de pena. Caso a ofensa tenha sido feita pelos meios de comunicação, a retratacão se dá, se assim quiser o ofendido, pelas mesmas plataformas.

Moraes autorizou a abertura de investigação contra Flávio em abril.

A PF concluiu, no fim de junho, que ficou claro o crime de calúnia, pois Flávio “imputou falsamente ao presidente Lula o cometimento dos crimes de tráfico internacional de drogas, tráfico internacional de arma e lavagem de dinheiro, crimes estes expressamente tipificados em nosso ordenamento jurídico”.

A equipe do pré-candidato à Presidência da República argumentou, na ocasião, que o procedimento tenta cercear a liberdade de expressão e “evoca práticas de censura e bloqueios de contas vistos no pleito de 2022”. Disse ainda que Moraes é “personagem central do desequilíbrio democrático recente”.

Pré-candidatos, Flávio e Lula são rivais na disputa pelas eleições de outubro. A pesquisa Datafolha de 20 de junho apontou que o petista manteve vantagem e marcou 41% ante 31% do senador, filho mais velho do ex-presidente Jair Bolsonaro.



Mais Lidas

Ver tudo ›