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Super-El Niño: pecuária capixaba antecipa medidas contra seca e queimadas

Pecuaristas reforçam estoques de alimento, recuperam reservatórios e ampliam áreas de sombra para reduzir perdas na estiagem

Super-El Niño: pecuária capixaba antecipa medidas contra seca e queimadas
- A pecuarista Vanilda Natal contou que, com o marido, ampliou o sombreamento das áreas de manejo
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Clóvis Rangel

Clóvis Rangel é publicitário e jornalista formado pela Faculdade Pitágoras. Pós-graduado em Redes Sociais e em Sociologia, atua como especialista na editoria de variedades. É repórter do jornal A Tribuna e do portal Tribuna Online, além de professor de Marketing.

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Com a notícia de um possível super-El Niño, pecuaristas do Estado já começaram a adotar medidas para reduzir os impactos de um período de calor extremo, estiagens prolongadas e aumento do risco de queimadas.

Entre os mais preocupados estão os produtores de leite, que dependem diretamente da disponibilidade de água e da produção de pastagens para manter o rebanho e garantir a produtividade.

Em propriedades da região serrana, as principais estratégias têm sido o armazenamento de silagem e feno para formar estoques de alimento, a recuperação de reservatórios e bebedouros, o plantio de espécies forrageiras mais resistentes à seca e a ampliação das áreas de sombra para os animais.

No Sítio Conquista, na comunidade de São João de Crubixá, em Alfredo Chaves, a pecuarista Vanilda Natal, de 51 anos, e o marido, Arildo Natal, de 57, já reforçam os cuidados com o rebanho de 20 vacas leiteiras da raça girolando.

O casal vem investindo na produção de silagem para garantir alimento durante os meses mais secos e também ampliou o sombreamento das áreas de manejo, medida considerada essencial para reduzir o estresse térmico dos animais.

Segundo Arildo, a experiência de secas anteriores fez com que a família passasse a se planejar com mais antecedência. “A gente aprendeu que não pode esperar a seca chegar para tomar providências. Já estamos preparando a silagem e melhorando as áreas de sombra porque, quando o calor aperta, a vaca come menos, produz menos leite e o prejuízo aparece rapidamente”, afirma.

Especialistas explicam que, em períodos de seca, as vacas podem reduzir significativamente a ingestão de alimento, aumentar o consumo de água e apresentar queda na produção de leite e no desempenho reprodutivo.

“O problema se agrava quando a estiagem compromete a qualidade das pastagens, reduz a disponibilidade de forragem e eleva os custos com suplementação alimentar”, diz o médico veterinário, Luiz Bianchi.

Para famílias como a de Vanilda e Arildo, prevenir continua sendo a melhor estratégia. “O clima está cada vez mais imprevisível. Se a gente se organiza antes, consegue enfrentar melhor qualquer período de estiagem e proteger a produção”, afirma Arildo.



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