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Botafogo mira controle da SAF após acusação de desvio de aporte ao Lyon

Clube social busca 51% após impasse com a Cork Gully e acusa repasse de aporte ao Lyon; plano prevê entrada da GDA Luma

Botafogo mira controle da SAF após acusação de desvio de aporte ao Lyon
- Jogadores do Botafogo treinam e não se envolvem na crise do clube
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Redação Jornal A Tribuna

Reportagens produzidas pela equipe de jornalistas da Rede Tribuna, publicadas no jornal A Tribuna.

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Sem conseguir chegar num acordo com a Cork Gully, administradora judicial da Eagle Football Holdings Bidco, o clube social do Botafogo acionou um gatilho para reduzir as ações da holding e se tornar a acionista majoritária da SAF.

A estratégia se deu com uma acusação de que John Textor repassou verba referente ao aporte obrigatório pela compra do alvinegro para o Lyon, que convivia com dificuldades financeiras dentro do grupo multiclubes do americano.

Na acusação, que foi informada inicialmente pelo UOL, a ala associativa do Botafogo afirma que John Textor realizou uma “sucessão de atos simulados, fraudulentos e prejudiciais à SAF, que jamais teve à sua disposição os valores para efetivo investimento”.

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Dos R$ 400 milhões que o empresário americano se comprometeu a investir na SAF, pouco mais de R$ 100 milhões foram transferidos ao clube francês entre março e abril de 2024.

O Botafogo associativo acionou, então, uma cláusula de “bônus de subscrição” para se tornar dono de 51% das ações da SAF, reduzindo a porcentagem da Eagle para 49%. Assim, o clube social do alvinegro entende que pode vender 41% das ações da SAF para um novo investidor – no caso, a GDA Luma – por um valor específico, enquanto a holding se tornaria obrigada a repassar seus 49% pela quantia equivalente. O associativo ficaria, então, com 10% da SAF, e a GDA de Gabriel de Alba se tornaria a acionista majoritária com 90%.

Assinado em 7 de julho de 2026 pelo presidente João Paulo Magalhães Lins, o documento foi enviado para a SAF e para a Eagle Football Holdings Bidco, na figura da Cork Gully. O alvinegro realizará reunião no Conselho de Administração para formalizar a emissão das novas ações.

Ao UOL, Textor tratou as movimentações com normalidade.


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