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Agenda Cultural

Artista capixaba com deficiência visual monocular lança websérie sobre dança

Série combina depoimentos e videodança para construir um retrato da cena local

Artista capixaba com deficiência visual monocular lança websérie sobre dança
- “Sou um corpo que dança” é dedicado a artistas da dança que atuam na capital capixaba.
Foto de perfil de Ana Carolina Carnelli

Ana Carolina Carnelli

Jornalista formada pela Universidade Federal do Espírito Santo e pós-graduada em Marketing e Mídias Digitais pela Universidade de Vila Velha. Tem experiência em escrita de textos jornalísticos, apresentação de podcasts, produção, assessoria de imprensa e cobertura de eventos. Também já atuou na criação e edição de conteúdo para mídias sociais.

Última atualização


A artista capixaba e pesquisadora em dança, Endi, lançou no último dia 1, a websérie ‘Sou um corpo que dança’, que aborda a história de quem faz da dança sua forma de existir. Neste neste domingo (15), será lançado o terceiro episódio da websérie documental “Sou um corpo que dança”, dedicado a artistas da dança que atuam na capital capixaba.

Na websérie, Endi, que possui visão monocular, estrutura sua trajetória a partir de uma investigação contínua sobre o corpo como território político, simbólico e sensível.

Dirigida por Endi em parceria com Marcus Supeleto, a série combina depoimentos e videodança para construir um retrato da cena local sob a perspectiva dos próprios artistas. A proposta é registrar, por meio de palavras e movimento, fragmentos da história da dança capixaba e as identidades que a constituem.

Nestes três primeiros episódios, o projeto inicia a construção de uma paisagem sobre a história da dança no ES. Os convidados desta edição são pioneiros da dança em Vitória, com trajetórias superiores a 20 anos e presença ativa na cena contemporânea do estado. Participam desta temporada Gil Mendes, Ivna Messina (episódios já lançados) e Lalau Martins, cujo episódio será lançado no domingo, 15 de fevereiro.

Os episódios são disponibilizados com recursos de acessibilidade no Youtube do projeto.

A artista

Desde 2016, Endi desenvolve uma pesquisa que compreende o corpo como campo de fricção entre opressão e liberdade. Sua investigação dialoga com temas como dissidências, espiritualidade e futuridades, entendendo o movimento como ferramenta crítica e meio de elaboração estética. A experiência como pessoa com deficiência atravessa sua produção e amplia o debate sobre acessibilidade e presença na dança contemporânea.

Além da websérie, Endi dirige o espetáculo “Célula”, em fase de montagem, com estreia prevista para o final de março de 2026, e codirige o curta-metragem “.zero” (ponto zero), atualmente em pós-produção. Os três projetos são realizados com recursos do Funcultura, mecanismo de incentivo da Secretaria da Cultura do Espírito Santo (Secult-ES).



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