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Som no Carnaval de Olinda: entenda o que pode e o que não pode em 2026

Diferente do que muitos pensam, o som mecânico não foi banido, mas precisa seguir regras para não atrapalhar o frevo; veja multa

Som no Carnaval de Olinda: entenda o que pode e o que não pode em 2026
- Se passar um bloco, o som eletrônico precisa ser descoberto. Descumprimento de regras gera multa de R$ 10 mil e apreensão do som
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Aline Moura

Aline Moura é formada pela UFPE, trabalhou como repórter de Política, Editora Assistente de Produção de Política e repórter especial do Diario de Pernambuco, num período de 15 anos, onde atuou em todas as áreas, exceto esportes. Também teve experiência de quatro anos como gerente de comunicação da Secretaria do Trabalho, Emprego e Qualificação de Pernambuco e voltou ao jornalismo para integrar a equipe do Portal da Tribuna Online como repórter.

Última atualização



Nos últimos dias, muitos acreditaram que o som mecânico e eletrônico estaria banido no Carnaval de Olinda. Mas a realidade é mais equilibrada: a Prefeitura publicou o Decreto 008/2026 para organizar a bagunça. A ideia não é calar a festa, mas garantir que o frevo, os maracatus e os afoxés — que são a alma da cidade — consigam passar pelas ladeiras sem serem “abafados” por paredões gigantes. O decreto foi divulgado no Diario Oficial do município nesta sexta-feira (13).


O que é PERMITIDO (com regras):


Agremiações com som mecânico: Podem desfilar, desde que peçam autorização à prefeitura com pelo menos 24 horas de antecedência.


Volume controlado: O som pode estar ligado, mas deve ser baixado ou desligado imediatamente se um bloco tradicional (como uma orquestra de frevo) estiver passando por perto.


Cortejos organizados: Equipamentos de som montados em carros ou carrinhos manuais podem circular, respeitando o limite de velocidade de 10 km/h.


O que NÃO PODE (proibições claras):


Bloqueio de som: É proibido criar uma “barreira de som” que impeça as pessoas de ouvirem as agremiações tradicionais nos corredores principais da folia.


Paredões sem autorização: Colocar um som potente na rua sem o aval da prefeitura e sem o cadastro técnico do equipamento.


Pessoas no teto: É terminantemente proibido levar foliões em cima de carros de som ou estruturas de áudio em movimento.


Fogos de artifício: O uso de fogos junto aos equipamentos sonoros está vetado por segurança.


Som colado: Deve haver uma distância de pelo menos 50 metros entre um equipamento de som e outro.


Por que essas regras existem?


A prefeitura justifica que as ladeiras de Olinda são estreitas e funcionam como “passarelas naturais”. Quando um som mecânico muito alto fica parado ou passa em volume máximo, ele impede que o público ouça a orquestra de frevo, que é um Patrimônio da Humanidade. Além disso, o excesso de decibéis em locais fechados pode causar acidentes e dificultar a circulação em casos de emergência.


O bolso sente o peso


Para quem decidir ignorar as normas, o prejuízo é alto. A fiscalização pode apreender o equipamento na hora e aplicar uma multa de R$ 10 mil. Para os blocos que recebem verba da prefeitura, o erro pode custar o cancelamento do pagamento e a proibição de participar dos próximos editais.

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