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Economia

Tecnologias aumentam a produção de alho no Espírito Santo

Inovação também tem aumentado o tamanho do vegetal, reduzido perdas e melhorado sua competitividade no mercado

Tecnologias aumentam a produção de alho no Espírito Santo
- Plantação de alho especial. Rosemiro Schmidt (destaque) é produtor da iguaria
Foto de perfil de Clóvis Rangel

Clóvis Rangel

Clóvis Rangel é publicitário e jornalista formado pela Faculdade Pitágoras. Pós-graduado em Redes Sociais e em Sociologia, atua como especialista na editoria de variedades. É repórter do jornal A Tribuna e do portal Tribuna Online, além de professor de Marketing.

Última atualização


A adoção de sementes de alho livre de doenças e práticas de manejo baseadas em novas tecnologias tem aumentado a produção e a qualidade da cultura do alho no Espírito Santo, oferecendo maior retorno econômico para os produtores e abrindo novas perspectivas para o setor.

A inovação tem garantido cabeças de alho maiores, dentes mais uniformes e aumento significativo da produção, além de reduzir perdas nas lavouras e melhorar a competitividade no mercado.

Com a adoção do alho-semente sanitariamente limpo, produtores passaram a alcançar produtividade entre 12 a 16 toneladas por hectare, desempenho superior à média histórica do Estado, que ficava em torno de 9 toneladas por hectare, e próximo ou acima da média nacional.

A mudança é resultado de um projeto desenvolvido há cerca de dois anos pelo Instituto Capixaba de Pesquisa, Assistência Técnica e Extensão Rural (Incaper), em parceria com a Embrapa, com foco na transferência de tecnologia, na melhoria da qualidade do alho-semente e no acompanhamento técnico aos agricultores familiares.

Municípios da região Serrana, como Santa Maria de Jetibá, têm se destacado pelos resultados obtidos com a nova tecnologia. É nessa cidade em que o agricultor Rosemiro Schmidt relata a mudança vivida na lavoura. Produtor tradicional de alho, ele afirma que o cultivo com sementes comuns trazia dificuldades constantes.

“Sempre trabalhei com sementes de alho crioulo e tinha dificuldade com doenças. Não conseguia produzir um alho de qualidade, e isso prejudicava na hora de vender. Com o alho livre de vírus, consigo produzir melhor, com mais qualidade. Com isso, o custo fica menor e eu consigo um preço bem melhor na hora de negociar”.

Segundo Rosemiro, o suporte técnico foi decisivo para o sucesso. “O manejo desse tipo de alho é bem diferente. Só o corte da irrigação, que precisa ser feito no momento exato, já exige mais conhecimento. Sem o suporte técnico, eu não teria conseguido”, relata.

Até agora, mais de 500 quilos de alho-semente livre de vírus foram distribuídos a mais de 100 agricultores familiares no Espírito Santo.

O que muda com o novo alho

Alho livre de doenças

Produzido a partir de sementes sem vírus e outros patógenos, o novo alho evita problemas acumulados ao longo dos ciclos de plantio.

A variedade é desenvolvida com apoio da Embrapa e do Incaper, usando técnicas laboratoriais e acompanhamento técnico no campo.

Mais produtividade

A produção pode chegar a 16 toneladas por hectare, superando a média histórica do Espírito Santo.

Cabeças maiores, dentes mais uniformes e melhor aparência aumentam o valor do produto no mercado.

A sanidade das plantas reduz a incidência de doenças e as perdas durante o cultivo.

Mais renda ao produtor

Com custos menores e melhor preço de venda, o agricultor familiar ganha mais segurança e estabilidade.

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