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Serra

Membros de quadrilha responsável por ataques que matou três pessoas são presos

Crime, que ocorreu no dia 22 de outubro, vitimou Luiz Gustavo Pratti Corvello, Mislene Ferreira dos Santos e Vagner da Costa Jardim, todos inocentes

Membros de quadrilha responsável por ataques que matou três pessoas são presos
- As vítimas Mislene Ferreira dos Santos, Vagner da Costa Jardim e Luiz Gustavo Pratti Corvello
Foto de perfil de Layna Cruz

Layna Cruz

Jornalista formada pela Universidade Federal do Espírito Santo, é repórter multimídia no jornal A Tribuna e portal Tribuna Online. Já atuou no Tribunal de Justiça do Espírito Santo e no Senac-ES. Curiosa sobre tudo o que envolve comunicação e jornalismo, possui experiência nas áreas de assessoria de imprensa, comunicação institucional, cobertura de eventos, mídias sociais, fotografia e produção de vídeos e podcasts.

Última atualização



A Polícia Civil prendeu e indiciou 13 pessoas integrantes de uma quadrilha responsável por promover dois ataques em distribuidoras de bebidas localizadas no bairro Maringá e no Bairro das Laranjeiras, na Serra. O crime, que deixou três pessoas mortas e outras três feridas, ocorreu na noite do dia 22 de outubro de 2025. 

Segundo as investigações, os principais mandantes do crime são Pedro Corttes Falcão, 35 anos, que recebeu o apoio de Wesley Magno Uchoa Braz, vulgo “Neném”, 38 anos, apotando como o chefe do tráfico de drogas de Chácara Parreiral, ambos presos. 

Além disso, o comerciante Gilson da Costa Silva, 47 anos, seria um dos planejadores do crime, sendo apontado como um dos principais financiadores e colaboradores do tráfico de drogas da região. Ele também foi preso durante as deligências 

Em março de 2024, Gilson teve a casa e o comércio invadidos por dois homens, o que, de acordo com as investigações, pode ter motivado a participação dele nos ataques de outubro de 2025. “Ele desconfiava que o crime ocorrido no seu comércio no dia 12 de março de 2024, havia sido planejado e a mando do alvo pretendido por eles”, disse o chefe da Delegacia de Homicídios e Proteção à Pessoa da Serra, delegado Rodrigo Sandi Mori. 

Ataques

Luiz Gustavo Pratti Corvello, 34 anos, foi a primeira vítima que morreu durante o ataque ao bairro Maringá. De acordo com o chefe da Delegacia de Homicídios e Proteção à Pessoa da Serra, delegado Rodrigo Sandi Mori, ele não possuía nenhuma ligação com atividade ilícitas e foi morto em seu local de trabalho devido ao fato de suas características físicas serem confundidas com de um dos alvos da organização criminosa. 

Na ocasião, o segurança de Gilson, identificado como José Ferreira Costa Filho, 56 anos, chega na distribuidora, no bairro Maringá, e identifica um dos alvos, que sai do local antes que os suspeitos cheguem. Desse modo, confundindo o funcionário Luiz Gustavo com o homem que estava na mira da organização, João Pedro Vago de Souza, 32 anos, e Brendo Magalhães Silva, 26 anos, disparam contra ele. Veja: 



Cerca de três horas após o primeiro crime, parte do grupo se desloca para a segunda distribuidora de bebidas no Bairro das Laranjeiras, onde, de imediato, efetuam diversos disparos contra clientes que estavam em frente ao estabelecimento. Novamente, os suspeitos erram todos os alvos e acertam Mislene Ferreira dos Santos, 40 anos, e Vagner da Costa Jardim, 36 anos, que não resistiram. Assista: 



Atuação de advogadas

Segundo as investigações, duas advogadas, identificadas como Laís Santos de Paula, de 34 anos, e Monique Lopes Guerra, de 34 anos, estariam compactuando com os envolvidos, repassando informações de dentro do sistema prisional e emprestando contas bancárias aos suspeitos. 

“Foi ela que trouxe o recado do homicídio, a ordem do homicídio, além de diversas cartas relacionadas ao tráfico de drogas. A Laís utilizava a própria chave PIX para repassar valores oriundos do tráfico de drogas para terceiros”, expôs Sandi Mori. 

Já Monique chegou a ameassar José Ferreira, com o objetivo de impedi-lo de colaborar com as investigações.“Ela foi contratada pelo Gilson para atuar na defesa do José Ferreira, para fazer com que o José Ferreira, caso prestasse depoimento na delegacia relacionado ao homicídio, ficasse em silêncio”, pontuou o delegado. 

Envolvidos presos





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