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Polícia

Caso Luísa Lopes: ré passa mal e acompanha júri de casa

Quatro anos após o atropelamento que matou Luísa Lopes, Adriana Pereira começa a ser julgada em Vitória e acompanha o júri por videoconferência.

Caso Luísa Lopes: ré passa mal e acompanha júri de casa
- Reprodução de vídeo mostra o momento em que Luísa foi atropelada
Foto de perfil de Fernanda Coutinho

Fernanda Coutinho

Fernanda Coutinho é jornalista formada pela Universidade Federal do Espírito Santo (UFES), em 2007, e tem aproximadamente 20 anos de experiência na profissão. É repórter multimídia das editorias de Cidades e Polícia do Jornal A Tribuna, com reportagens também publicadas no portal Tribuna On-line. Escreve reportagens especiais semanais para a editoria de Polícia do Jornal A Tribuna. Tem experiências com apresentações de podcasts e videocasts, além da participação ao vivo em telejornais da TV Tribuna, em colaboração com apresentadores, em casos de repercussão. Na função de redatora, atuou por 9 anos em editorias como Polícia, Cidades, Economia e Política do jornal impresso.

Última atualização



O julgamento da corretora de imóveis Adriana Felisberto Pereira, acusada pela morte da modelo e ciclista Luísa da Silva Lopes, começou ontem, em Vitória, quase quatro anos e quatro meses após o atropelamento que matou a jovem de 25 anos.

A ré responde por homicídio qualificado por dolo eventual, por perigo comum e por recurso que dificultou a defesa da vítima, além de embriaguez ao volante.

Pela manhã, Adriana chegou ao Fórum Criminal de Vitória, mas passou mal e precisou acompanhar a sessão por videoconferência.

Segundo a denúncia do Ministério Público do Estado do Espírito Santo (MPES), Adriana dirigia acima do limite de velocidade permitido, sob efeito de álcool e de medicamentos controlados, quando atingiu Luísa, que atravessava a avenida Dante Michelini, na altura de Jardim da Penha.

A acusação sustenta que ela assumiu o risco de provocar a morte da ciclista ao decidir dirigir nessas condições.

Primeiro dia de depoimentos no júri

Ao longo do primeiro dia de julgamento, foram ouvidos três policiais, um perito e duas peritas.

A promotoria também havia solicitado que jurados visitassem o local do atropelamento para verificar as condições de visibilidade da via, mas a diligência foi cancelada após a defesa alegar que a bicicleta instalada em homenagem à vítima poderia influenciar os jurados.

Para o promotor Leonardo Augusto Cezar, que falou à TV Tribuna/Band, a conduta da ré é incompatível com um crime apenas culposo.

“Se a vítima ficou invisível, isso ocorreu porque a ré associou bebida alcoólica e medicamentos que comprometem a visão periférica e os reflexos. Ao dirigir nessas condições, ela assumiu o risco de matar alguém”

Já o advogado especialista em Trânsito Fábio Marçal avalia que o caso deve ser tratado como homicídio culposo na direção de veículo.

“Não podemos banalizar o dolo eventual. O fato de haver consumo de bebida alcoólica, por si só, não transforma um crime culposo em homicídio doloso”

Para Hudson Lupi Ribeiro, do Coletivo Pedalamente e do movimento Justiça por Luísa, o julgamento representa o encerramento de um longo período de espera.

“Esperamos que a Justiça reconheça a gravidade da violência que tirou a vida da Luísa”

A expectativa é que o julgamento seja encerrado até amanhã.


Como foi o atropelamento de Luísa Lopes

O acidente aconteceu em 10 de abril de 2022, na avenida Dante Michelini, no bairro Jardim da Penha, em Vitória.

A corretora de imóveis Adriana Felisberto Pereira atropelou a modelo e ciclista Luísa Lopes, de 25 anos.

Segundo a denúncia do Ministério Público, Adriana dirigia em direção à Serra a 72 km/h, acima do limite de 60 km/h.

A acusação afirma que a motorista estava sob efeito de bebida alcoólica e de medicamentos controlados.

Segundo a defesa, Luísa iniciou a travessia na faixa de pedestres, mas o acidente aconteceu fora da faixa, com o sinal verde para os veículos.

A ciclista foi arremessada por 40 metros e morreu no local.

Adriana foi presa em flagrante, recusou-se a fazer o teste do bafômetro e foi liberada após pagar fiança de R$ 3 mil.

Acusações que serão avaliadas pelos jurados

Adriana responde pelos crimes de homicídio qualificado por dolo eventual, por perigo comum e por recurso que dificultou a defesa da vítima, além de embriaguez ao volante.

O Ministério Público do Estado pediu que os jurados fossem ao local do atropelamento para avaliar a visibilidade da via, mas a visita foi cancelada após a defesa alegar que a bicicleta instalada em homenagem à vítima poderia influenciar os jurados.



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