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Polícia

Corretora condenada a 28 anos por morte de modelo é levada a presídio

Condenada por atropelar e matar a estudante e modelo Luísa Lopes, Adriana Felisberto foi levada nesta sexta à Penitenciária Estadual de Vila Velha

Corretora condenada a 28 anos por morte de modelo é levada a presídio
- Adriana Felisberto Pereira foi condenada a 28 anos de prisão pela morte da estudante de Ocenografia Luísa da Silva Lopes
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Ana Carolina Carnelli

Jornalista formada pela Universidade Federal do Espírito Santo e pós-graduada em Marketing e Mídias Digitais pela Universidade de Vila Velha. Tem experiência em escrita de textos jornalísticos, apresentação de podcasts, produção, assessoria de imprensa e cobertura de eventos. Também já atuou na criação e edição de conteúdo para mídias sociais.

Última atualização



A corretora Adriana Felisberto Pereira, condenada a 28 anos de prisão pela morte da estudante de Oceanografia e modelo Luísa da Silva Lopes, será transferida nesta sexta-feira (7) para um presídio feminino na Grande Vitória.

Segundo informações da TV Tribuna/Band, Adriana passou a noite na Delegacia Regional de Vitória após ser condenada pelo Tribunal do Júri.

Na manhã desta sexta, ela passou por exames de praxe no Instituto Médico Legal (IML) de Vitória e foi escoltada por policiais civis até a Penitenciária Estadual de Vila Velha.

Condenação pelo atropelamento de estudante e modelo

Adriana foi considerada culpada no caso do atropelamento da estudante e modelo, ocorrido no dia 15 de abril de 2022, na Avenida Dante Michelini, na altura de Camburi, em Vitória.

A decisão proferida no Tribunal do Júri nesta quinta-feira (6) imputou à ré o crime de homicídio qualificado, por ter perigo comum e impossibilidade de defesa da vítima, condenando-a a 26 anos e 10 meses de reclusão por esse crime.

Além disso, Adriana foi condenada a 2 anos de detenção por conduzir veículo automotor sob a influência de álcool.

A condenada, de 37 anos, também teve o direito de conduzir veículos suspenso por dois anos e deve pagar R$ 500 mil para reparar os danos causados à família da ciclista.

Relembre o caso do atropelamento em Camburi

Luísa Lopes morreu após ser atingida por um carro na orla da Praia de Camburi, em Vitória, por volta das 21h de uma sexta-feira (15).

A vítima estava de bicicleta e foi atingida por um Chevrolet Onix branco na Avenida Dante Michelini, próximo ao Clube dos Oficiais da Polícia Militar.

Moradores e frequentadores da orla prestaram os primeiros socorros à mulher. Uma equipe do Samu-192 ainda atendeu a vítima, que não resistiu aos ferimentos, principalmente na cabeça.

De acordo com agentes da Guarda de Trânsito, duas mulheres estavam no carro que atropelou a ciclista. As duas prestaram as primeiras informações à Guarda e à Polícia Militar, que esteve no local com a Radiopatrulha 4809 da 12ª Cia. Independente.

Segundo o boletim de ocorrência do Batalhão de Trânsito da Polícia Militar, peritos da Polícia Civil informaram que a ciclista foi arrastada sobre o teto e a bicicleta foi arremessada a uma distância de 21 metros do local onde o carro parou.

Em nota, a Polícia Militar informou que foi oferecido o teste do bafômetro à condutora do veículo, porém ela se recusou a fazer.

“Como a mulher estava com fala alterada, odor etílico, sonolência e dispersão, os militares confeccionaram o laudo de constatação psicomotora”

Segundo informações, a condutora do veículo, juntamente com sua irmã, seguia no sentido Praia do Canto x Jardim Camburi pela Avenida Dante Michelini após sair de um bar na Praia do Canto.

Já a ciclista estava na ciclovia, atravessando a via em direção ao bairro Jardim da Penha.

A carteira de motorista da condutora foi recolhida, e ela foi levada para a 1ª Delegacia Regional de Vitória, onde o caso foi registrado.

Laudo aponta ingestão de bebida alcoólica

A Delegacia Especializada de Delitos de Trânsito (DDT) pediu a prisão preventiva da motorista que atropelou e matou a ciclista Luísa da Silva Lopes, de 24 anos.

De acordo com a polícia, a corretora de imóveis Adriana Felisberto Pereira, então com 33 anos, bebeu cerveja e vodca em um bar antes do acidente.

Segundo a polícia, a motorista do veículo que atropelou Luísa foi indiciada pelo crime de homicídio doloso duplamente qualificado, por perigo comum e impossibilidade de defesa da vítima, na modalidade de dolo eventual, evidenciado principalmente pelo estado de embriaguez, velocidade e indiferença da indiciada com os fatos.

O delegado responsável pelo caso representou pela prisão preventiva da indiciada e pela suspensão do seu direito de dirigir.

De acordo com o inquérito policial, Adriana, após ingerir remédio de uso controlado e bebida alcoólica, assumiu a direção do veículo e, quando trafegava pela Avenida Dante Michelini em excesso de velocidade, colidiu contra a bicicleta conduzida pela vítima.

Luísa foi projetada contra o veículo, lançada para o alto e, em seguida, arremessada contra a via, morrendo no local.

Durante a investigação, foram ouvidas testemunhas e analisados documentos e imagens de videomonitoramento, que reproduziram a sequência de fatos daquela noite.

Os investigadores apuraram que a corretora de imóveis esteve em um restaurante no bairro Jardim Camburi, em Vitória, onde consumiu cerveja.

Na sequência, assumiu a direção do veículo e foi a um bar no bairro Praia do Canto, onde bebeu cerveja e vodca.

“Analisando as imagens de vídeo monitoramento do segundo estabelecimento, a Polícia Civil constatou que, apenas neste local, a motorista ingeriu 23 goles de cerveja, adquirida por ela, e 20 goles de vodca, fornecida por outro cliente do bar para ela. Ao sair do estabelecimento, ela assumiu novamente a direção do veículo e, na Avenida Dante Micheline, cometeu o crime”



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