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VALORIZAÇÃO

Pernambuco elege dez novos Patrimônios Vivos

Eleitos pelo conselho estadual, dez mestres e grupos se tornam Patrimônios Vivos e ampliam para 125 o total de detentores do título em Pernambuco.

Pernambuco elege dez novos Patrimônios Vivos
- Membros do Conselho Estadual de Preservação do Patrimônio Cultural que participaram da eleição
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Edilson Vieira

Formado em jornalismo pela Universidade Católica de Pernambuco, com pós-graduação em Ciência Política pela mesma instituição. Trabalhou com marketing político. Atuou como repórter, produtor, e editor de texto de TV, e ainda como assessor e gerente de comunicação em assessorias de imprensa de empresas públicas. Foi repórter e colunista no Sistema Jornal do Commercio de Comunicação por 11 anos, nas editorias de Veículos e Economia. Está no Portal Tribuna Online PE desde julho de 2023.

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O Conselho Estadual de Preservação do Patrimônio Cultural (CEPPC) anunciou a eleição de dez novos Patrimônios Vivos de Pernambuco. Com a nova lista, o estado passa a somar 125 mestres e grupos detentores do título.

A votação deste ano registrou o recorde de 205 candidaturas e incluiu inovações de acessibilidade no edital, como inscrições semi-orais por vídeo e defesas virtuais. A diplomação está marcada para o próximo dia 17 de agosto, durante a abertura da 19ª Semana Estadual do Patrimônio Cultural.

Quem são os novos Patrimônios Vivos de Pernambuco

Os novos diplomados contemplam diversas linguagens, tradições afro-indígenas e manifestações populares espalhadas pelo Recife, Olinda, Agreste, Zona da Mata e Sertão.

Teco de Agamenon (Triunfo): artesão e brincante com seis décadas de dedicação à confecção de vestimentas e máscaras da tradição dos Caretas.

Família Vitalino (Caruaru): quarta e quinta gerações do Mestre Vitalino que preservam, no Alto do Moura, a modelagem figurativa em argila.

Mestre Zé Negão (Camaragibe): guardião do Coco de Senzala e fundador de projetos socioculturais na periferia.

Juliana Pankararu (Jatobá): raizeira, benzedeira e parteira tradicional atuante na medicina ancestral no território indígena Pankararu.

Mestra Di (Olinda): pioneira da Capoeira Angola no exterior e formadora de gerações de mulheres na salvaguarda da modalidade.

Maracatu Cruzeiro do Forte (Recife): grupo quase centenário de Maracatu de Baque Solto focado na formação comunitária e no artesanato.

GRES Preto Velho (Olinda): única escola de samba em atividade contínua no município, com mais de meio século de valorização da cultura negra.

Barracão de Mãe Nadja (Recife): terreiro de Candomblé da Nação Angola atuante como polo de acolhimento e preservação ancestral no Ibura.

Mestre João Paulo (Nazaré da Mata): conhecido como o “Papa do Maracatu”, mestre de versos e improvisos no Maracatu Rural há quatro décadas.

Terreiro de Mãe Amara (Recife): espaço Nagô octogenário focado na salvaguarda ritual, na liderança matriarcal e no combate ao racismo religioso.

Benefícios garantidos pela política de Patrimônio Vivo

Gerida pela Fundação do Patrimônio Histórico e Artístico de Pernambuco (Fundarpe) e pela Secretaria de Cultura (Secult-PE), a política de Registro do Patrimônio Vivo assegura aos contemplados bolsas de incentivo financeiro vitalício.

Atualmente, os valores são de R$ 2.479,41 para indivíduos e R$ 4.958,85 para grupos. Em contrapartida, os diplomados participam de programas educacionais e oficinas de transmissão de saberes organizados pelo Governo do Estado.

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