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Polícia

Dupla é presa no Estado por “golpe da falsa gerente”

Operação da Polícia Civil de Alagoas com apoio da PCES cumpre mandados no Sul do ES e no Rio; Justiça bloqueia até R$ 5 milhões

Dupla é presa no Estado por “golpe da falsa gerente”
- Policiais civis realizam buscas durante operação no Estado
Foto de perfil de Atilio Esperandio

Atilio Esperandio

Jornalista formado pela FAESA é apaixonado por esportes e especialista em esportes capixaba. Atualmente é repórter multimídia no portal Tribuna Online onde cobre o Brasil e o mundo, além de apresentar o podcast Apita Aí na TV Tribuna Band, sempre falando do melhor do esporte!

Última atualização


Quatro homens foram presos suspeitos de integrar uma organização criminosa que teria praticado fraudes bancárias eletrônicas e lavagem de dinheiro. Dois desses homens, de 50 e 42 anos, foram presos em Itapemirim e Marataízes, na Região Sul do Espírito Santo, enquanto os outros dois foram presos no Rio de Janeiro. A Justiça determinou ainda o bloqueio de até R$ 5 milhões relacionados às atividades investigadas.

A operação foi realizada pela Polícia Civil de Alagoas, com apoio da Polícia Civil do Espírito Santo, que identificou os suspeitos e cumpriu os mandados no Estado.

O suspeito de 50 anos foi localizado em Itaoca, no município de Itapemirim, em um hospital onde trabalhava. Ele foi preso em cumprimento a um mandado. Durante as buscas, nenhum material ilícito foi encontrado..

Já o segundo investigado, de 42 anos, foi localizado no distrito de Barra do Itapemirim, em Marataízes. No imóvel, foram cumpridos mandados de prisão preventiva e de busca e apreensão. Um cartão bancário e um aparelho celular foram apreendidos e serão analisados durante a investigação.

Investigação

A investigação teve início após registros do chamado “golpe da falsa gerente”, em que criminosos se passam por funcionários de instituições bancárias com o objetivo de convencer as vítimas a fornecer acesso aos dispositivos eletrônicos. Em um dos casos, uma vítima teve R$ 200 mil transferidos para uma empresa utilizada pelo grupo.

Segundo as investigações, integrantes da organização disponibilizavam contas bancárias para receber e movimentar os valores obtidos nas fraudes. A análise financeira identificou que uma empresa ligada ao esquema movimentou mais de R$ 5 milhões, com indícios de utilização dos recursos para lavagem e ocultação de dinheiro.

De acordo com o titular da Delegacia de Polícia de Marataízes, delegado Thiago Viana, a PCES foi acionada pela Polícia Civil de Alagoas para prestar apoio à operação.

“Recebemos informações da Polícia Civil de Alagoas, que nos solicitou apoio. Identificamos os suspeitos e, após o retorno com os mandados de prisão, executamos as prisões nesta quarta-feira”, explicou o delegado.

Segundo Thiago Viana, os investigados tinham diferentes funções dentro do esquema. “Alguns faziam as ligações, outros recebiam os valores nas contas e faziam os repasses. Também foi criada uma empresa para dar uma aparência de licitude às operações e possibilitar a lavagem do dinheiro”, detalhou.

Como o golpe é aplicado

O delegado Thiago Viana explicou também como o golpe era aplicado. “Uma pessoa se passando por gerente liga para a vítima e, depois, outras pessoas retornam dizendo que são da área de Tecnologia da Informação dos bancos. A partir daí, conseguem acessar os computadores das vítimas e aplicar os golpes”, afirmou.

A Justiça determinou o bloqueio de até R$ 5 milhões. Os materiais apreendidos serão analisados para auxiliar no rastreamento financeiro e na identificação de outros envolvidos.

Os investigados poderão responder, conforme a participação individual, pelos crimes de organização criminosa, estelionato e lavagem de dinheiro, sem prejuízo de outros delitos que possam ser identificados no decorrer das investigações.

O delegado Thiago Viana orientou a população a não fornecer informações bancárias ou permitir acesso remoto aos dispositivos. “De forma alguma se deve fornecer código bancário ou permitir que alguém acesse o banco, os computadores ou dispositivos eletrônicos. Em caso de dúvida, a pessoa deve procurar diretamente o gerente ou o atendente da agência bancária para confirmar a informação”, alertou.


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