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Polícia

‘Covardia não será tolerada’, diz Casagrande sobre PM preso por agredir mulher

Governador afirma que determinou que o caso seja investigado de forma imediata e que condena a ação

‘Covardia não será tolerada’, diz Casagrande sobre PM preso por agredir mulher
- Renato Casagrande (destaque) se manifestou sobre o caso do soldado da Polícia Militar que agrediu a companheira, em Vitória
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Andressa Antunes

Jornalista formada pela Universidade Federal do Espírito Santo, atua como repórter multimídia no jornal A Tribuna e portal Tribuna Online. Possui experiência nas áreas de assessoria de imprensa, gestão estratégica de redes sociais, cobertura de eventos e produção de videocasts.

Última atualização



O governador do Espírito Santo, Renato Casagrande, usou as redes sociais na noite desse domingo (22) para se pronunciar sobre a prisão de um soldado da Polícia Militar que agrediu a companheira, que também faz parte da corporação, em um supermercado em Jardim Camburi, em Vitória, no sábado (21). 

Na publicação, Casagrande afirma que determinou que o caso seja investigado de forma imediata e que condena a ação, afirmando se tratar de uma covardia.

Recebi com profunda indignação as imagens das agressões praticadas por um soldado, à paisana, contra sua companheira. Determinei a imediata investigação pela Corregedoria da Polícia Militar para que haja apuração com profundo rigor e a adoção de todas as medidas cabíveis. Condeno de forma veemente toda e qualquer violência contra a mulher. É crime, é covardia e não será tolerada”, escreveu. 

Entenda o caso

Um homem de 32 anos, soldado da Polícia Militar, foi preso após agredir a namorada na noite de sábado (21), no bairro Jardim Camburi, em Vitória. A mulher também faz parte da corporação.

De acordo com informações da Polícia Militar, uma equipe foi acionada para atender a ocorrência e efetuou a prisão no local. Em vídeo divulgado nas redes sociais, o suspeito resistiu a prisão e chegou a agredir os policiais no momento da prisão.

Após ser imobilizado pela equipe policial, o homem foi conduzido à Delegacia Regional de Vitória e foi preso no Presídio Militar, à disposição da Justiça, devendo passar por audiência de custódia. A policial militar envolvida solicitou medida protetiva de afastamento cautelar. 

A Corregedoria da PMES informou que irá instaurar Inquérito Policial Militar (IPM) para apuração dos fatos.

O caso será encaminhado ao Ministério Público Militar e à Auditoria de Justiça Militar, órgãos responsáveis pelo acompanhamento e fiscalização das medidas legais cabíveis.

Ainda segundo a nota da Polícia Militar, os possíveis enquadramentos no Código Penal Militar serão avaliados no curso das investigações.

Havendo comprovação de irregularidades, o policial poderá sofrer as sanções administrativas e penais previstas em lei, incluindo a possibilidade de exclusão da corporação, conforme o resultado das apurações.

A Polícia Civil informou que o suspeito foi autuado em flagrante por lesão corporal, injúria e ameaça, todas na forma da Lei Maria da Penha, e ameaça, resistência e desacato.



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