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Saúde

Polilaminina: Comité de Ética aprova estudo clínico e recrutamento de pacientes

Neurocirurgiões começarão a ser treinados para novos testes. Anúncio foi feito durante evento em Vitória

Polilaminina: Comité de Ética aprova estudo clínico e recrutamento de pacientes
- Polilaminina é esperança de tratamento para pacientes com lesão medular
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Nathália Cantarela

Formada em Jornalismo pela Faesa, Nathália escolheu o curso porque ama escrever. Durante o curso também se apaixonou pelo audiovisual, e estagiou apresentando o jornal da faculdade. Após formada, fez curso de imersão no jornalismo e hoje apresenta o Boletim de Notícias, além de escrever para o site.

Última atualização



Esperança para pacientes com lesão medular, a polilaminina avança em direção à aprovação para fazer parte do tratamento e aumentar a chance de recuperação de movimentos. Ainda na fase de testes, a utilização da substância agora foi aprovada pelo Comité de Ética do Hospital das Clínicas de São Paulo, que deve iniciar o recrutamento de cinco pacientes.

A notícia foi compartilhada na tarde desta quinta-feira (26), em primeira mão, pelo vice-presidente do laboratório Cristaliana, responsável pela pesquisa. Rogério Almeida compareceu ao Espírito Santo durante um evento conduzido pelo governador Renato Casagrande no Palácio Anchieta. 

Na ocasião, a professora e doutora Tatiana Lobo Coelho de Sampaio, cientista da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) que se dedica há três décadas à pesquisa da polilaminina recebeu uma homenagem por seu trabalho.

APROVAÇÃO

Durante coletiva de imprensa após as homenagens, Rogério Almeida anunciou que, após aprovação da Anvisa para continuação dos testes clínicos com a polilaminina, houve uma reunião do Comité de Ética do Hospital das Clínicas de São Paulo, ocorrida nessa quarta-feira (25), na qual ficou aprovado o protocolo.

Com a aprovação, começa a possibilidade de iniciar o treinamento de neurocirurgiões tanto do Hospital das Clínicas de São Paulo quanto da Santa Casa e o recrutamento dos pacientes que se encaixem nos critérios para que possam ser tratados no estudo clínico de Fase 1. Segundo ele, essa primeira fase é para avaliação de segurança da substância.

Durante a Fase 1, cinco pacientes serão acompanhados por seis meses antes da confecção de um relatório que será entregue à Anvisa, juntamente ao pedido de liberação do estudo clínico de Fase 2, que consiste em analisar a eficácia do tratamento.

Após a segunda fase, que também deve durar seis meses, finalmente poderá ser solicitado à Anvisa o registro definitivo da polilaminina. A substância consiste em uma protéina presente na placenta e mostrou resultados iniciais promissores nos testes pré-clínicos. 



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