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Polícia

Polícia descarta ligação de comerciante morto com denúncia de assédio

Vítima foi assassinada em janeiro de 2025 após ser acusada sem comprovação do crime

Polícia descarta ligação de comerciante morto com denúncia de assédio
- O comerciante Halison Vieira (esquerda), o "Deblon", foi assassinado por Maykon Moreira Machado, vulgo MK, em janeiro de 2025
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Vitor Simões

Vitor Simões é jornalista formado pelo Centro Universitário Faesa, com experiência em assessoria de imprensa, produção de reportagens, cobertura de eventos e edição de conteúdo para portais online. Também atua na criação de conteúdo para mídias sociais e possui experiência em rádio.

Última atualização


A Polícia Civil concluiu a investigação sobre a morte do comerciante Halison Vieira, de 45 anos, conhecido como “Deblon”, assassinado em janeiro de 2025, no bairro Cobi de Baixo, em Vila Velha. Segundo a corporação, não foi encontrada qualquer comprovação de envolvimento da vítima em um suposto caso de assédio contra uma adolescente de 12 anos, apontado inicialmente como motivação do crime.

De acordo com informações da repórter Vanuza Santana, da TV Tribuna/Band, a principal linha de investigação indicava que o autor do homicídio era alguém da própria região.

Durante as apurações, o suspeito de atrair o comerciante até o local do crime, Maykon Moreira Machado, de 30 anos, conhecido como “MK”, também foi morto.

Segundo o delegado responsável pelo caso, Cleudes Júnior, Maykon teria atraído a vítima sob o pretexto de uma cobrança. No local, ele mostrou ao comerciante um vídeo em que uma adolescente o acusava de estupro.

“O autor chegou bastante nervoso, dizendo que iria fazer uma cobrança. Minutos depois, Halison chegou, e o suspeito apresentou um vídeo com acusações contra ele. Sem dar oportunidade de defesa, sacou a arma e efetuou diversos disparos”, explicou o delegado.

Apesar dessa versão, a Polícia Civil destacou que não há confirmação sobre a veracidade da acusação. Familiares da vítima foram ouvidos e afirmaram desconhecer qualquer envolvimento dele nesse tipo de crime.

A corporação também realizou buscas em registros policiais, incluindo na Delegacia de Proteção à Criança e ao Adolescente (DPCA), mas não encontrou qualquer ocorrência relacionada ao comerciante.

“A vítima não possuía histórico desse tipo e não tinha passagens por crimes de natureza sexual. Fizemos levantamentos, mas não localizamos nada que sustentasse a acusação”, afirmou o delegado.

Por outro lado, segundo a polícia, Maykon possuía antecedentes criminais e atuava na região da Grande Cobi, com envolvimento em atividades ligadas ao tráfico de drogas e episódios de violência.

A Polícia Civil não descarta que a morte de Maykon possa ter relação com o assassinato de Halison. No entanto, outras hipóteses também são investigadas, como disputas relacionadas ao tráfico de drogas na região.

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