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Cidades

Motos elétricas barradas na ciclovia da Terceira Ponte

Usuários impedidos alegam que veículos são permitidos, mas Ceturb cita riscos de segurança para justificar a proibição

Motos elétricas barradas na ciclovia da Terceira Ponte
- Motos e bicicletas elétricas têm sido cada vez mais comuns nas ruas
Foto de perfil de Francine Spinassé

Francine Spinassé

Graduada em Jornalismo pela Faculdade Estácio de Sá de Vitória, atua como repórter de A Tribuna desde 2008. Em 2011, passou a integrar a equipe responsável pelas reportagens especiais diárias do jornal, ao lado da jornalista Eliane Proscholdt.

Última atualização


Um casal foi impedido de transitar na Ciclovia da Vida, na Terceira Ponte, enquanto pilotava uma moto elétrica, na tarde da última segunda-feira (13).

Um vídeo, filmado pelo próprio casal, que seguia no sentido Vila Velha-Vitória, foi postado nas redes sociais, mostrando agentes de fiscalização abordando e impedindo a circulação do casal com a moto elétrica no local.

“Como mostra o vídeo, nosso autopropelido (moto elétrica) está dentro da lista dos veículos permitidos a atravessarem a ciclovia”, disse o homem que postou o vídeo.

O vídeo mostra ainda a placa do veículo, que indica que o modal possui motor de até mil watts e velocidade de até 32 km/h.

A lista de permissões na Ciclovia da Vida, disponibilizada no site da Companhia Estadual de Transportes Coletivos de Passageiros do Estado do Espírito Santo (Ceturb-ES), que administra o local, inclui veículos com essas características.

Porém, procurada, a companhia respondeu, em nota, que “os autopropelidos (motos elétricas) sem pedal, cujas características visuais se assemelham aos ciclomotores, não podem circular por questões de segurança”.

A companhia disse ainda que os agentes de fiscalização orientam os usuários sobre a regra e que a proibição existe desde a inauguração da Ciclovia da Vida.

André Cerqueira, especialista em Trânsito, avaliou que estados, municípios e seus respectivos órgãos “podem e devem fiscalizar a circulação desses tipos de veículos nas vias, e também editar normas nesse sentido, desde que não contrariem a legislação federal”.

Já o especialista em segurança de Trânsito Luiz Dias explicou o que pode ter gerado a confusão no caso do casal barrado na Ciclovia da Vida. “Autopropelidos não usam pedais, diferentemente de bicicletas elétricas”, afirmou.

O assunto está em alta devido ao aumento de acidentes envolvendo bicicletas elétricas. Em Vitória, uma nova lei foi publicada na última semana obrigando o uso de capacete por condutores do veículo.

Na Serra, um projeto de lei está em tramitação na Câmara de Vereadores, prevendo limite de idade, obrigatoriedade do uso de capacete e restrições de circulação. Em Vila Velha, a Câmara Municipal informou que existem dois projetos – ainda embrionários – em discussão.

Saiba Mais 

Serra

Projeto de lei

Os vereadores estão analisando uma proposta que institui o Programa Bike Segura.

O projeto de lei prevê que as bikes elétricas deverão observar os limites de velocidade:

  • 6 km/h: em áreas de circulação de pedestres
  • 25 km/h: em vias onde não houver ciclovia e locais de maior circulação, sinalizados pela Prefeitura;
  • 32 km/h: nos demais locais.
  • O texto proíbe, durante a utilização das bikes elétricas, o uso de celular sem dispositivo hands-free (mãos-livres); uso de fones que isolem o tráfego; transporte de cargas que comprometam a estabilidade.
  • Também obriga a utilização de capacete.
  • E proíbe o uso das bikes elétricas aos indivíduos menores de 16 anos de idade.

Prefeitura

  • Ressaltou que, atualmente, as regras para as bicicletas elétricas são as mesmas aplicadas às bicicletas comuns: devem circular pelas ciclovias ou ciclofaixas quando disponíveis; caso contrário, precisam trafegar pela via, no mesmo sentido dos veículos e junto ao bordo da pista.

Vila Velha

Projetos

  • A Câmara municipal informou que existem dois projetos em discussão referentes às bikes elétricas.
  • No entanto, reforçou que quem deve definir as regras é o Executivo, a que faz a gestão do espaço público.
  • Como exemplo, seria atribuição da prefeitura definir onde podem circular (ciclovias, ruas, calçadas), regras de convivência com pedestres, fiscalização e penalidades locais.

Prefeitura

  • Informou que o município segue as diretrizes do Código de Trânsito Brasileiro e da Resolução 996/2023 do Conselho Nacional de Trânsito (Contran) e adotou a promoção de ações educativas voltadas a usuários de patinetes, bicicletas elétricas e ciclomotores.

Cariacica

  • A Inspetoria de Trânsito disse que a fiscalização de ciclomotores, veículos de duas ou três rodas com velocidade máxima de 50 km/h, segue estritamente as diretrizes do Código de Trânsito.
  • Para as bicicletas elétricas, conforme resolução do Contran, não é exigido registro, emplacamento ou habilitação para a condução, embora o respeito às normas de circulação permaneça obrigatório.

Vitória

  • O município publicou na última semana uma regulamentação que estabelece regras específicas para a circulação de equipamentos de mobilidade individual, bicicletas (incluindo as elétricas) e ciclomotores.
  • Além disso, publicou uma lei que cria o Código Municipal de Micromobilidade Urbana de Vitória.
  • O projeto havia sido aprovado em março pelos vereadores e foi assinado pela prefeita Cris Samorini com uma série de vetos.
  • Entre os pontos vetados, estava a fixação da idade mínima de 16 anos para uso das bicicletas elétricas.
  • A lei estabeleceu, por exemplo, como obrigatório o uso de capacete por todos os condutores de veículos elétricos no município.


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