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APAGÃO ESTRATÉGICO

Queda de braço: Alepe cancela sessão após impasse sobre o cofre do Governo

"Pane técnica" suspende votação de manobra que devolve a Raquel Lyra o controle de R$ 155 milhões e o poder de remanejar orçamento

Queda de braço: Alepe cancela sessão após impasse sobre o cofre do Governo
- Presidente da Casa, Álvaro Porto
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Aline Moura

Aline Moura é formada pela UFPE, trabalhou como repórter de Política, Editora Assistente de Produção de Política e repórter especial do Diario de Pernambuco, num período de 15 anos, onde atuou em todas as áreas, exceto esportes. Também teve experiência de quatro anos como gerente de comunicação da Secretaria do Trabalho, Emprego e Qualificação de Pernambuco e voltou ao jornalismo para integrar a equipe do Portal da Tribuna Online como repórter.

Última atualização


O Diário Oficial da Assembleia desta quinta-feira (16) trouxe um aviso curto: a reunião plenária da Assembleia Legislativa de Pernambuco (Alepe) foi cancelada. O presidente da Casa, deputado Álvaro Porto (MDB), alegou falhas técnicas no sistema. O “apagão”, porém, ocorre em um momento de alta voltagem política. Horas antes, a Comissão de Finanças da Casa havia aprovado um projeto que mexe no coração das contas do Estado.

Veja ato de cancelamento da sessão

ATO Nº 1053/2026

O PRESIDENTE DA ASSEMBLEIA LEGISLATIVA DO ESTADO DE PERNAMBUCO, no uso de suas atribuições regimentais, RESOLVE: cancelar a Reunião Plenária Ordinária prevista para o dia 16 de abril de 2026, visando a preservação dos atos legislativos e segurança jurídica do processo deliberativo, em razão de problemas técnicos nos sistemas que dão apoio às reuniões plenárias.

Sala Torres Galvão, 15 de abril de 2026.

Deputado ÁLVARO PORTO – Presidente

O nó de R$ 155 milhões e da margem para remanejamento

A comissão, liderada por Antonio Coelho (União), deu sinal verde para a suplementação de R$ 155 milhões destinada ao Tribunal de Justiça. O dinheiro pode ser usado para pagar salários de juízes e servidores. Mas houve um “pedágio” político. Os deputados incluíram no texto o retorno dos 20% de margem para o Governo remanejar o orçamento. É o fim de um bloqueio que obrigava a governadora Raquel Lyra a pedir licença para qualquer mudança de verba.

Guerra de regimentos

A disputa agora é sobre o ritmo da votação. O Governo quer pressa. A oposição quer freio. O deputado Antonio Coelho defende que o projeto passe por dois turnos de votação. Segundo ele,  projetos que alteraram a LOA em legislações anteriores foram votados em dois turnos, como outros projetos de lei. Débora Almeida (PSD) concordou com a votação com ele, enquanto nomes como Alberto Feitosa (PL) e Diogo Moraes (PSB) pedem turno único. 

O que está em jogo?

Para o leitor, a conta é simples: se a Alepe aprova os 20%, o Palácio ganha agilidade para investir. Se o projeto trava, a margem movimentada precisa passar pelo crivo dos parlamentares. O cancelamento da sessão de hoje empurra o xeque-mate para a próxima semana, enquanto o sistema — e os nervos dos políticos — não voltam ao normal.

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