Sport definiu dar sequência ao trabalho de Márcio Goiano no comando técnico da equipe. O anúncio foi feito no final da tarde da quinta-feira (16), dia em que também foi realizada uma coletiva de imprensa com a presença do executivo de futebol, Ítalo Rodrigues, e do novo auxiliar técnico do clube, Edson Miolo, que comandava o time sub-20 do Náutico.
A decisão da diretoria rubro-negra em efetivar Márcio Goiano baseia-se nos números alcançados pelo treinador nos últimos sete jogos e no bom relacionamento entre a comissão técnica e os atletas. O clube fez questão de ressaltar que, durante o período em que Márcio estava interino, o Leão conquistou cinco vitórias e dois empates — um aproveitamento expressivo de 80,95% – com 16 gols marcados e apenas cinco sofridos, além de ter detido a maior posse de bola em seis das sete partidas. Vale lembrar que o Sport chegou a sondar nomes como Eduardo Baptista, Claudio Tencati, Gilmar Dal Pozzo e, por último, Mariano Soso, mas não houve acerto e Márcio Goiano foi escolhido como a melhor opção para o momento.
Na coletiva, o novo treinador comentou sobre a “pressão” que deve enfrentar agora como técnico efetivado. E, sejamos realistas: a pressão não “vai acontecer”, ela já é presente. Nas redes sociais, a decisão dividiu opiniões e o treinador dará continuidade ao trabalho sem ser uma unanimidade entre os torcedores — clima que, aliás, raramente se viu com os últimos técnicos que passaram pela Ilha do Retiro.
Mas o que muda, de fato, do interino para o efetivado?
Ao meu ver, a resposta está em uma única palavra: a responsabilidade. Enquanto interino, Márcio sabia que, se os resultados ruins surgissem, a diretoria estaria em busca de um substituto de peso. Agora, não há mais isso. O treinador já está na casa e a missão, que antes era de comando temporária, passa a ser obrigatoriamente levar o Sport ao acesso. A cobrança agora recai não apenas sobre o campo, mas também sobre o departamento de futebol e a gestão de Matheus Souto Maior. No entanto, é preciso frisar: pressão é natural em grandes clubes, e no Sport não seria diferente.
Para contratar um treinador, levam-se em conta o histórico e os números recentes. O Sport optou por focar no presente, valorizando o rendimento atual e deixando em segundo plano o período em que Márcio ficou sem trabalhos de grande expressão antes de chegar à Ilha. Se esse retrospecto imediato é suficiente ou não para a oportunidade, só o tempo vai nos mostrar. O primeiro compromisso do efetivado Márcio já é neste sábado (18), contra o América-MG, comandado por Roger Silva, ex-técnico leonino. Pense numa ironia do destino!
Um ponto relevante a destacar: nomes como Eduardo Baptista e Daniel Paulista, iniciaram suas carreiras como técnico no clube, Já Márcio Goiano, apesar de está como auxiliar, tem experiencia como treinador em times como Goiás, Náutico e Figueirense. Essa vivência pode ser o diferencial para o momento.
Se Márcio Goiano é o nome ideal para a temporada, ainda não sabemos. Mas não podemos negar que o Sport não apresentava números positivos há algum tempo. Por isso, o voto de confiança da diretoria é algo justo. Agora, cabe a novo treinador transformar esses resultados em um rendimento melhor, pois o futebol apresentado pelo Sport ainda precisa convencer o torcedor de que o time tem, de fato, fôlego e qualidade para subir ao término da Série B.