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Esporte Capixaba

Força feminina nas ondas gigantes de Guarapari

Iniciativa promove dia de imersão no “big surf”, com aulas e foco na inclusão e segurança das mulheres na modalidade

Força feminina nas ondas gigantes de Guarapari
- Aninha Dagostini, de 13 anos, já enfrentou ondas desafiadoras, como as de Nazaré
Foto de perfil de Víctor Fontes

Víctor Fontes

Jornalista mineiro formado pela UFSJ, com passagem como narrador esportivo e apresentador de rádio. Hoje Victor Fontes é repórter multimídia e editor substituto em A Tribuna, e apresentador do programa Apita Aí na TV Tribuna/Band, cobrindo esportes todos os dias — da várzea ao Mundial, no texto e na câmera!

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O Espírito Santo vive uma fase especial no surfe de ondas grandes, com destaque para o protagonismo feminino. Neste cenário, o projeto Diamantes Capixabas, em parceria com o Shaka Surf Park, promove hoje a primeira edição do evento “Introdução ao Big Surf para Mulheres”, em Setiba, Guarapari.

A iniciativa reúne atletas, especialistas e convidadas para um dia dedicado ao surfe, à troca de experiências e ao fortalecimento da comunidade. O evento é aberto ao público, com inscrições disponíveis pelo link na bio do @diamantescapixabas.

Criado com o objetivo de impulsionar o Espírito Santo no surfe de ondas grandes, o Diamantes Capixabas busca mobilizar atletas para encarar as maiores ondas do litoral capixaba e projetar o Estado nos cenários nacional e internacional da modalidade.

A participação feminina é um dos pilares do projeto. Em um ambiente ainda predominantemente masculino, a proposta é ampliar o acesso das mulheres ao esporte, oferecendo estrutura, segurança e iniciativas que incentivem sua inserção de forma adequada.

A programação começa às 6h, com uma sessão de freesurf, seguida de café da manhã no Shaka, às 8h. A partir das 9h, ocorre um bate-papo entre Aninha Dagostini e a major do Corpo de Bombeiros Militar do Espírito Santo, Gabriela Andrade, com mediação de Luiz Hadad.

O encontro reúne diferentes visões: a de uma atleta de 13 anos que já enfrenta ondas desafiadoras, como Avalanche e Nazaré, e a de uma especialista em salvamento aquático.

“Surfar ondas grandes é um sonho que muita menina tem mas acha que não é para ela. Esse evento existe para mostrar que é possível sim, e que nós capixabas temos ondas e estrutura para isso aqui no ES. Claro que viajar é importante, mas a minha base, por exemplo, foi toda em Regência”, diz Aninha Dagostini.

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