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OPERAÇÃO MOROJÓ

Polícia mira fraude em Buenos Aires por desvios cometidos entre 2020 e 2024

Esquema com servidores fantasmas começou na pandemia e seguiu na gestão

Polícia mira fraude em Buenos Aires por desvios cometidos entre 2020 e 2024
- Ao todo, 120 policiais civis foram às ruas para cumprir 19 mandados de busca e apreensão domiciliar, além do bloqueio de ativos financeiros
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Aline Moura

Aline Moura é formada pela UFPE, trabalhou como repórter de Política, Editora Assistente de Produção de Política e repórter especial do Diario de Pernambuco, num período de 15 anos, onde atuou em todas as áreas, exceto esportes. Também teve experiência de quatro anos como gerente de comunicação da Secretaria do Trabalho, Emprego e Qualificação de Pernambuco e voltou ao jornalismo para integrar a equipe do Portal da Tribuna Online como repórter.

Última atualização


As engrenagens da Prefeitura de Buenos Aires, na Zona da Mata Norte, viraram alvo de um “pente-fino” da Polícia Civil e abragem o mandato de Fabinho Queiroz (PSD). A Operação Morojó foi deflagrada para desarticular uma organização criminosa que, sob o manto da gestão pública, teria praticado crimes de peculato e fraude à licitação. O esquema teria drenado recursos que deveriam abastecer os Fundos Municipais de Saúde e Educação.

Ao todo, 120 policiais civis foram às ruas para cumprir 19 mandados de busca e apreensão domiciliar, além do bloqueio de ativos financeiros neste último dia 23. As ordens foram executadas em cidades como Recife, Olinda, Paulista, Timbaúba e até no estado da Paraíba. As informações foram detalhadas nesta sexta-feira (24).

O banquete com dinheiro público

A investigação, iniciada em fevereiro de 2025, teve como ponto de partida uma auditoria técnica do Tribunal de Contas do Estado (TCE-PE). O relatório revelou um verdadeiro banquete com o erário no período de 2020 a 2024: pagamentos a servidores fantasmas, acúmulo indevido de cargos, locações simuladas de imóveis e veículos, além de contratos direcionados para empresas de fachada vinculadas a agentes públicos.

De acordo com o delegado Paulo Vitor Rodrigues, adjunto da 2ª DECCOR, o esquema floresceu durante o período crítico da pandemia e se estendeu pelo mandato subsequente. “A investigação foi desmembrada em dois núcleos: um administrativo, composto por servidores políticos, e um empresarial, que ligava a gestão municipal aos empresários beneficiados”, explicou o delegado.

Rastro de cheques e luxo

A polícia não buscou apenas documentos, mas o rastro da “limpeza” de capitais. Foram apreendidos veículos, cheques e aparelhos celulares que devem revelar o tamanho real do prejuízo nas contas públicas. Os dados do COAF (Conselho de Controle de Atividades Financeiras) já haviam indicado movimentações atípicas, compatíveis com a lavagem de dinheiro.

Embora ninguém tenha sido preso nesta fase, o material coletado servirá para robustecer o inquérito. O objetivo agora é munir o Ministério Público para que a denúncia seja apresentada. “É possível que a gente encontre outras pessoas envolvidas que não estamos tendo acesso nesse momento”, pontuou Paulo Vitor.

Até o momento, o Tribuna Online PE não conseguiu localizar a defesa do ex-prefeito Fabinho Queiroz, substituído do cargo por Henrique Queiroz (PP). A reportagem está à disposição.

Contato: tribunaonlinepe@gmail.com

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