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Vem aí o reajuste anual dos medicamentos. Veja como economizar

Este ano, os medicamentos sobem de preço em abril. Entenda como funciona esse reajuste que é limitado pelo Governo Federal

Vem aí o reajuste anual dos medicamentos. Veja como economizar
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Edilson Vieira

Formado em jornalismo pela Universidade Católica de Pernambuco, com pós-graduação em Ciência Política pela mesma instituição. Trabalhou com marketing político. Atuou como repórter, produtor, e editor de texto de TV, e ainda como assessor e gerente de comunicação em assessorias de imprensa de empresas públicas. Foi repórter e colunista no Sistema Jornal do Commercio de Comunicação por 11 anos, nas editorias de Veículos e Economia. Está no Portal Tribuna Online PE desde julho de 2023.

Última atualização


Pouca gente sabe, mas medicamentos são um dos poucos produtos industrializados com preços regulados pelo Governo Federal. O aumento só acontece uma vez por ano (em 2026 será em 1º de abril) e o percentual é determinado pela Câmara de Regulação do Mercado de Medicamentos (CMED), ligada a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), e lev em conta fatores como produtividade, concorrência e o Índice de Preços ao Consumidor (IPCA).

Funciona assim:  o governo estipula um teto máximo de aumento para os medicamentos, gerando assim, o valor máximo de revenda para os consumidores. Para saber qual valor máximo é esse, basta consultar a tabela que consta no site da Anvisa. A tabela está disponível clicando aqui. As farmácias também são obrigadas a disponibilizar revistas especializadas com essa lista para consulta dos consumidores.

A tabela contempla milhares de medicamentos, mas não todos. Remédios feitos em farmácias de manipulação, por exemplo, não têm preço máximo tabelado.

Agora um detalhe importante. Os varejistas não são obrigados a seguir à risca a tabela. Eles podem dar um aumento menor, ou nem aumentar. O que não pode é a farmácia vender com um reajuste acima do Preço Máximo ao Consumidor (PMC), estipulado pelo governo. Se você constatar essa infração, denuncie ao Procon. O que as farmácias e distribuidoras geralmente fazem é aplicar nos remédios com maior demanda, o preço máximo e depois, ao longo do ano, fazer promoções com descontos, para ajustar o mercado.

DE QUANTO SERÁ O AUMENTO

Para 2026 os aumentos máximos permitidos devem variar entre 1,9% e 4,6%. O reajuste médio deve ficar em torno de 3,8%. Se este percentual se confirmar, será um dos menores reajustes médios dos últimos anos. Mas existe alguma estratégia para driblar ou amenizar esse aumento? Sim. E tem a ver com planejamento. 

– Faça uma lista dos medicamentos de uso contínuo que você utiliza, assim, você saberá quanto gasta por mês e visualiza melhor a economia feita seguindo essas estratégias;

– Fale com seu médico sobre a viabildade de trocar seus medicamentos de marca por genéricos. Já daí resultaria uma economia significativa;

– Compre o que puder antes do aumento, que neste ano acontece em 1º de abril;

– Algumas farmácias oferecem descontos na compra de uma quantidade maior de remédios. Por exemplo, adquirir duas ou três caixas do remédio, reduz o preço total por unidade. O mesmo acontece com embalagens maiores. Por exemplo, um colírio de 5 ml tem preço mais vantajoso do que comprar dois de 3 ml para passar o mês. Ou uma caixa de 60 comprimidos é mais negócio do que adquirir duas de 30 comprimidos.

– Por fim, pesquise. Pesquise muito e sempre. Use a internet ou os aplicativos próprios das redes de farmácia para encontrar o melhor preço. E não deixe de visitar as farmácias pequenas de bairro. Elas podem esconder boas surpresas em relação à ofertas;

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