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POLÍTICA

Presidente do PT em Pernambuco, Carlos Veras despista sobre chapa de João Campos

Presidente estadual da legenda mantém mistério sobre aliança com o PSB; diz que decisão oficial fica para o dia 28

Presidente do PT em Pernambuco, Carlos Veras despista sobre chapa de João Campos
- Presidente do PT tem cumprido agenda com Raquel, chegando a andar com ela em carro aberto, em Tabira, em com o prefeito João Campos
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Aline Moura

Aline Moura é formada pela UFPE, trabalhou como repórter de Política, Editora Assistente de Produção de Política e repórter especial do Diario de Pernambuco, num período de 15 anos, onde atuou em todas as áreas, exceto esportes. Também teve experiência de quatro anos como gerente de comunicação da Secretaria do Trabalho, Emprego e Qualificação de Pernambuco e voltou ao jornalismo para integrar a equipe do Portal da Tribuna Online como repórter.

Última atualização

Enquanto o prefeito João Campos (PSB) subia o tom no Hotel Luzeiro para anunciar sua pré-candidatura ao Governo de Pernambuco, o Partido dos Trabalhadores (PT) preferiu o recolhimento. Em entrevista exclusiva ao Tribuna Online PE, o presidente estadual da sigla, Carlos Veras, evitou carimbar o nome de Humberto Costa na chapa da Frente Popular e manteve o suspense sobre o destino petista nas eleições de 2026.

O escudo do calendário partidário

Questionado sobre o anúncio de Humberto Costa como o nome da esquerda para o Senado na chapa de João, Veras foi econômico nas palavras e repetiu o mantra. “Temos reunião do diretório dia 28 de março, onde será deliberada nossa tática eleitoral”, limitou-se a dizer.

O uso do calendário interno serve como um escudo em relação à antecipação de João Campos, que se posicionou antes do rito tradicional das alianças ao apresentar a chapa completa sem a presença física da cúpula do PT.

A sombra de Raquel Lyra e o “risco” do palanque duplo

A discrição de Carlos Veras alimenta as especulações de bastidores. Indagado se o PT ainda corre o risco de se alinhar à governadora Raquel Lyra (PSD) ou se a antecipação de João Campos teria causado desconforto, o dirigente manteve a neutralidade diplomática. “João tem todo direito de anunciar a sua candidatura no dia que ele achar melhor”, afirmou.

A resposta genérica esconde a queda de braço interna: de um lado, a ala lulista que preza pela relação institucional com o Palácio do Campo das Princesas; de outro, a base que já se sente em campanha ao lado do PSB.

Ao não fechar as portas para Raquel e nem abrir totalmente para João, o PT ganha tempo para negociar espaços em um tabuleiro onde o presidente Lula ainda não definiu se permitirá palanques divididos no estado.

Expectativa para o dia 28

O movimento de João Campos nesta sexta-feira foi um xeque-alvo. Ao lançar a chapa com Marília Arraes (PDT) e o vice Carlos Costa (Republicanos), o prefeito tentou “fechar” o arco de alianças e pegar a mão dos petistas. No entanto, o recado de Veras é claro: o tempo do PT não é o tempo do PSB. Até o dia 28, o partido seguirá no modo “mudo”, observando a recepção da candidatura de João enquanto mantém suas cartas — e suas portas — guardadas a sete chaves.

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