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Saúde

Câncer de intestino: Rastreio deve começar aos 45 anos, alertam médicos

Mudança da idade mínima para fazer a colonoscopia ocorreu após um aumento significativo de casos em mais jovens

Câncer de intestino: Rastreio deve começar aos 45 anos, alertam médicos
- Doença atinge mais jovens
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Camila Lima

Jornalista formada pela Faculdade Estácio de Sá de Vitória, atua há 7 anos no jornal A Tribuna. Integrante da editoria de Cidades, tem como principal foco a cobertura de saúde, área na qual construiu sólida experiência em reportagens, entrevistas e coberturas de eventos pelo Brasil. Apresenta o podcast Fala, Doutor, dedicado a levar informação acessível e de qualidade sobre medicina e bem-estar ao público.

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Entre 2023 e 2025 estavam previstos 610 novos casos de câncer colorretal (intestino) por ano no Espírito Santo. Porém, esse número aumentou 60%. A nova estimativa do Instituto Nacional de Câncer (Inca) aponta que o Espírito Santo deve registrar 980 diagnósticos anuais até 2028 – 520 em mulheres e 460 em homens.

E a principal forma de rastreio da doença, a colonoscopia, deve começar aos 45 anos, segundo os especialistas. A recomendação, adotada por sociedades médicas desde 2018, ganhou ainda mais força diante do avanço da doença no País. Por conta disso, o mês de março é dedicado à campanha Março Azul, de prevenção ao câncer colorretal.

A gastroenterologista Roseane Bicalho, coordenadora da campanha no Estado, explica que a mudança da idade mínima, de 50 para 45 anos, ocorreu após aumento significativo de casos em mais jovens.

“A incidência entre 45 e 49 anos passou a ser semelhante à faixa de pacientes de 50 a 54 anos, independente de histórico familiar, por isso houve a mudança”, explicou.

Mas nos casos de histórico familiar de câncer de intestino, parentes de primeiro ou segundo grau, o indivíduo tem um risco maior, alerta Roseane. “Deve-se então começar a investigação por colonoscopia a partir dos 40 anos, já que esses pacientes são considerados de alto risco. Já os com mais de 45 anos, de forma geral, são de médio risco”.

O cirurgião oncológico Duílio Eutrópio Netto reforça que o exame de sangue oculto nas fezes não substitui a colonoscopia.

“Quando estamos diante de uma forte suspeita para o tumor, com sinais clínicos ou outros exames que apontam na direção deste diagnóstico, a colonoscopia não pode esperar. O sangue oculto, nesse caso, é mais um exame que ajuda na suspeição do tumor, mas ele não dá diagnóstico”.

André Luiz Pedrini Tófoli, oncologista da MedSênior, destaca que com a colonoscopia é possível identificar lesões precursoras.

“É possível identificar um pólipo, que poderia ter uma predisposição durante os anos, a desenvolver um câncer. Nem todo pólipo tem risco de desenvolver câncer, mas no momento em que o retiramos, eliminamos o risco”.

Saiba Mais 

Câncer de intestino



O câncer de intestino é também conhecido como câncer colorretal porque engloba os tumores surgidos na parte do intestino grosso chamada cólon e reto (localizada no final do intestino, antes do ânus) e no ânus.

Março Azul

Todo ano, no mês de março, sociedades médicas se reúnem para chamar a atenção para a doença. A campanha é realizada pelas Sociedades Brasileiras de Endoscopia Digestiva (Sobed) e de Coloproctologia (SBCP), Sociedade Regional Leste de Coloproctologia (SRLCP), Federação Brasileira de Gastroenterologia (FBG), Sociedade de Gastroenterologia do Espírito Santo (SOGES), Colégio Brasileiro de Cirurgia – Capítulo Espírito Santo (CBC/ES), Sociedade Brasileira de Cirurgia Oncológica (SBCO) e Colégio Brasileiro de Cirurgia Digestiva (CBCD).

Sinais e sintomas

Se você está perdendo peso sem ter feito nenhuma mudança na dieta, passou a ter diarreia e/ou prisão de ventre, percebeu sangue nas fezes, sente gases ou cólicas, náuseas ou vômitos, dores na região anal ou sensação de intestino cheio mesmo após a evacuação deve procurar avaliação médica.

Exames

A pesquisa anual de sangue oculto nas fezes detecta pequenos sangramentos e reduz a mortalidade ao longo do tempo. Se o resultado for positivo, o próximo passo é realizar colonoscopia.

Já a colonoscopia, indicada a partir dos 45 anos, permite visualizar o intestino e retirar pólipos, prevenindo a evolução para câncer, porém, pelo custo, muitas vezes não é feita de rotina no serviço público. Quem está no programa de colonoscopia não deve fazer sangue oculto, pois pode gerar falso positivo e exames desnecessários.



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