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Tribuna Agro ES

Segurança reforçada para evitar roubos em período de colheita do café

Safra cresce 17% e mantém preços firmes. Com grão mais caro, furtos preocupam e policiamento é reforçado no campo

Segurança reforçada para evitar roubos em período de colheita do café
- Os PMS Cristiano e Wandesson atuam na segurança ao trabalho dos produtores, desde a colheita até a venda
Foto de perfil de Clóvis Rangel

Clóvis Rangel

Clóvis Rangel é publicitário e jornalista formado pela Faculdade Pitágoras. Pós-graduado em Redes Sociais e em Sociologia, atua como especialista na editoria de variedades. É repórter do jornal A Tribuna e do portal Tribuna Online, além de professor de Marketing.

Última atualização


A produção brasileira de café deve alcançar 66,2 milhões de sacas neste ano. O volume representa crescimento de 17,1% em relação ao ciclo anterior.

No mercado, o produto segue valorizado, com cotações firmes que ainda garantem rentabilidade ao produtor, embora abaixo dos recordes registrados no ano passado, de acordo com o Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea/Esal).

O cenário positivo no campo, no entanto, vem acompanhado de preocupação. Com o café mais valorizado, aumenta o risco de furtos em propriedades rurais.

No Espírito Santo, a Polícia Militar reforça o policiamento nas regiões produtoras durante a colheita, período que vai do fim de março até setembro.

A segurança é intensificada por meio da Patrulha Rural, que mantém presença constante em lavouras, unidades de secagem e pontos de comercialização. As equipes também realizam abordagens e monitoramento em áreas estratégicas, com foco na prevenção de crimes.

De acordo com o sargento Wandesson Silva, de 52 anos, do 3º Pelotão, o trabalho envolve proximidade com as comunidades.

“O objetivo é garantir que o produtor trabalhe com segurança, desde a colheita até a venda. O contato direto com os moradores permite identificar movimentações suspeitas e agir com rapidez”, afirma.

O cabo Cristiano Oliveira, de 36 anos, destaca que a atuação conjunta com os produtores fortalece o combate à criminalidade.

“A presença da equipe no campo aumenta a sensação de segurança e contribui para inibir ações criminosas. Também orientamos sobre medidas preventivas”, disse.

Na região Serrana, em Marechal Floriano, o reforço no policiamento já é percebido por quem vive da produção. O agricultor Carlos Henrique Moreschi, de 45 anos, cultiva cerca de 25 mil pés de café conilon na localidade de Araguaia, e relata mais tranquilidade durante a safra.

“Com o café valorizado, a preocupação cresce. A presença da polícia ajuda. Eles passam com frequência e mantêm diálogo com a gente”, relata.

Criada em 2005, a Patrulha Rural reúne ações como visitas técnicas, palestras em escolas do campo, mapeamento de propriedades e registro de ocorrências nas próprias comunidades. O trabalho conta ainda com apoio de sistemas de videomonitoramento.

Saiba mais

Uso de videomonitoramento

Patrulha Rural

Como funciona

  • Policiamento especializado em áreas rurais, com foco na prevenção de crimes no campo.
  • Atuação intensificada durante períodos de safra, como a colheita do café.
  • Visitas frequentes a propriedades, secadores e pontos de comercialização.
  • Abordagens a pessoas e veículos em regiões estratégicas.
  • Mapeamento de propriedades rurais para ações mais rápidas e eficientes.
  • Registro de ocorrências diretamente no local, sem necessidade de deslocamento até delegacias.
  • Ações educativas, com palestras em escolas do campo e orientação a produtores.
  • Integração com sistemas de videomonitoramento e outras forças de segurança.
  • Presença em todos os comandos regionais da Polícia Militar no Espírito Santo.
  • Reforço ampliado a partir de 2022, com o Plano de Segurança Rural.

Tags Café

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