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Cidades

‘Castelos de Areia’ relata experiência pessoal: “Investiguei a minha família”

Curta transforma luto tardio em memória afetiva a partir de imagens de família

‘Castelos de Areia’ relata experiência pessoal: “Investiguei a minha família”
- Giuliana Zamprogno: luto tardio
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Nicolas Nunes

Nicolas Nunes é formado pela Universidade Federal do Espírito Santo (Ufes). Com passagem pelo jornal australiano The Courier Mail, e participação na Jornada Galápagos de Jornalismo, atua como repórter do jornal A Tribuna e do Tribuna Online.

Última atualização


O processo de luto tardio vivenciado em 2020 pela cineasta Giuliana Zamprogno devido à morte do pai, Wolmar Zamprogno Filho, ocorrida em 2002, originou o curta-metragem “Castelos de Areia”.

Giuliana digitalizou filmagens da década de 1990, gravadas em fitas VHS, que mostravam o pai em momentos como a formatura e reuniões familiares, para investigar a história da família.

“Quando meu pai morreu, eu tinha dois anos. Não conhecia a voz dele, o jeito dele. O filme é um encontro com o desconhecido, uma tentativa de abordar esse processo de luto tardio sem ser tão direta. Busquei sensações de encontro com meu pai, englobadas em uma tentativa de investigar a história da minha família a partir de um evento marcante, a morte do meu pai”, contou a cineasta.

O curta-metragem tem 14 minutos e passou, além do 32º Festival de Cinema de Vitória, no Festival de Cinema Contemporâneo de Assunção, no Paraguai, e mais recentemente foi selecionado para um festival no Chile, conta Giuliana.

“Estou apostando nessa circulação na América Latina, é muito legal representar Vitória no Brasil e em outros países da América do Sul”, comemorou.


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