- Vitória, ES 26°C

Vitória 26°C

Publicidade: Combate os sintomas da gripe
Polícia

Como agia mulher presa no ES por participar de rede de exploração sexual infantil

Segundo a polícia, investigada praticava e vendia imagens de abusos contra a própria filha, de 3 anos, para piloto preso em fevereiro

Como agia mulher presa no ES por participar de rede de exploração sexual infantil
- Mulher presa em Marataízes enviava imagens da própria filha para Sérgio Antonio Lopes (destaque), preso por chefiar uma rede de exploração sexual infantil
Foto de perfil de Andressa Antunes

Andressa Antunes

Jornalista formada pela Universidade Federal do Espírito Santo, atua como repórter multimídia no jornal A Tribuna e portal Tribuna Online. Possui experiência nas áreas de assessoria de imprensa, gestão estratégica de redes sociais, cobertura de eventos e produção de videocasts.

Última atualização



A mulher presa em Marataízes por participação na rede de exploração sexual infantil comandada pelo piloto Sérgio Antonio Lopes praticava e filmava os abusos contra a própria filha, de 3 anos de idade. A informação foi divulgada pela Polícia Civil, que deu detalhes sobre como a investigada agia e qual era a sua ligação com o piloto, que está preso desde fevereiro. 

Segundo a polícia, a mulher foi identificada e localizada após dados serem extraídos do celular do piloto. Ela tem 29 anos e foi presa na manhã desta terça-feira (10) em uma ação conjunta entre investigadores do Espírito Santo e de São Paulo. O nome da investigada não será divulgado para preservar a identidade da vítima. 

“No momento da prisão, ela confessou que vazia vídeos da filha e teria apagado alguns desde que ela tinha dois anos, e prosseguiu até os tempos atuais, que agora ela tem três. Esses crimes só cessaram a partir do momento em que o suspeito foi preso, depois que ela perdeu o contato com ele. A família não aparentava saber dos crimes, a mãe não aparentou arrependimento, mas sim vergonha”, delegada Gabriela Enne, do Departamento Especializado de Homicídios e Proteção à Pessoa da Polícia Civil do Espírito Santo.

Entenda como a mulher agia

A mulher presa nesta terça é natural de Minas Gerais mas mora no litoral Sul capixaba, onde conheceu o piloto Sérgio Antonio Lopes, de 62 anos, que é apontado como líder de uma rede de exploração sexual infantil. 

“A gente não tem as informações precisas, mas tudo indica que ela conheceu [o piloto] na praia, em uma visita dele à Marataízes. Ela é artesã, vende produtos que mesma faz na praia e conheceu ele lá”, explicou a delegada Luciana Peixoto, da 4ª Delegacia de Repressão à Pedofilia do Departamento Estadual de Homicídios e de Proteção à Pessoa, da Polícia Civil do Estado de São Paulo. 

A partir do encontro, que ocorreu quando a criança tinha 2 anos, a exploração sexual teve início. Em troca de dinheiro, a mulher realizava e registrava fotos e vídeos de abusos sexuais contra a própria filha, que eram enviadas para o piloto. “Ele solicitava imagens, vídeos, e mediante pagamento ela produzia o conteúdo sexual”, destacou a delegada, que afirmou que os valores eram diversos, mas irrisórios. 

As investigações apontaram, ainda, a existência de diálogos entre a mulher e o piloto sobre a possibilidade de um encontro presencial entre ele e a vítima. “Existia a possibilidade de um encontro pessoal do suspeito com a vítima. Nós conseguimos efetuar a prisão antes que o fato fosse concretizado”, destacou Luciana Peixoto.

A mulher foi alvo de um mandado de prisão temporária e será indiciada pelos crimes de estupro de vulnerável; exploração sexual infantil; produção, venda, compartilhamento e armazenamento de material de pornografia infantil; e aliciamento de menores. 

Durante a ação, que integra a segunda fase da Operação Apertem o Cinto, também foi cumprido um mandado de busca e apreensão na residência da suspeita. O objetivo, segundo a polícia, foi apreender o celular da investigada, que seria usado para enviar as imagens da criança e receber o pagamento.

Relembre o caso

Sérgio Antônio Lopes, de 62 anos, foi preso no dia 9 de fevereiro, no Aeroporto de Congonhas, em São Paulo. No momento de sua prisão, ele admitiu que realizava pagamentos e favores para as famílias das vítimas em troca de imagens e vídeos sexuais das crianças. Ele também teria pago aluguéis, comprado remédios e eletrodomésticos em troca dos abusos. 

Ao ser questionado, o piloto também admitiu que se encontrava com crianças e adolescentes em motéis espalhados pelo Brasil, além de manter conteúdos sexuais das vítimas no aparelho celular. A investigação apontou que o piloto teria conhecido uma das vítimas de quem tem registros no celular durante uma viagem ao Espírito Santo.



Mais Lidas

Ver tudo ›