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Polícia

Ex-policial vai a júri por morte de músico após briga por som alto

Viúva e síndica foram ouvidas; réu afirma que não teve intenção de matar e que disparou por receio de a vítima pegar sua arma

Ex-policial vai a júri por morte de músico após briga por som alto
- Imagem mostra Guilherme (sem camisa) chegando à portaria antes de discutir com o ex-PM Lucas Torresani
Foto de perfil de Atilio Esperandio

Atilio Esperandio

Jornalista formado pela FAESA é apaixonado por esportes e especialista em esportes capixaba. Atualmente é repórter multimídia no portal Tribuna Online onde cobre o Brasil e o mundo, além de apresentar o podcast Apita Aí na TV Tribuna Band, sempre falando do melhor do esporte!

Última atualização


Começou nesta quarta-feira (20), no Fórum Criminal de Vitória, o júri popular do ex-policial militar Lucas Torresani, acusado de matar o músico Guilherme José Rocha Soares no dia 17 de abril de 2023. Na ocasião, o músico teria sido assassinado pelo ex-PM após uma discussão sobre som alto no prédio em que moravam.

De acordo com a repórter Manoela Machado, para o Brasil Urgente ES, da TV Tribuna, a viúva de Guilherme foi a primeira a ser ouvida. Em seguida, foi a vez da síndica do condomínio, que disse já ter sido coagida pelo ex-PM quando também foi reclamar com ele sobre o volume do som.

Ex-PM afirma ter agido em legítima defesa

Durante o interrogatório, Lucas disse que agiu em legítima defesa e que não teve a intenção de matar Guilherme. Segundo ele, o músico chegou ao local alterado, não falou nada sobre o som e foi em sua direção com uma das mãos para trás do corpo. Por receio de o músico pegar a arma que ele portava, afirmou que atirou no braço de Guilherme, e não para matar, já que, segundo ele, se tivesse essa intenção, teria feito o disparo na direção da cabeça ou do peito.

Questionado sobre a bebida que estava em seu copo, ele alegou que era energético e que não consumia bebida alcoólica no momento.

Pai de Guilherme espera ter paz

O pai do músico Guilherme, Glício da Cruz Soares, esteve presente no Fórum Criminal de Vitória para acompanhar o julgamento sobre a morte do filho.

Ele disse não estar preocupado com a condenação nem com a sentença que Lucas poderá receber, mas, sim, que todo o caso termine e que a família possa ter paz.

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