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Polícia

Professor é afastado após denúncias de assédio

Famílias foram acolhidas após caso ser registrado na Delegacia Especializada de Proteção à Criança e ao Adolescente

Professor é afastado após denúncias de assédio
- Delegacia Especializada de Proteção à Criança e ao Adolescente
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Layna Cruz

Jornalista formada pela Universidade Federal do Espírito Santo, é repórter multimídia no jornal A Tribuna e portal Tribuna Online. Já atuou no Tribunal de Justiça do Espírito Santo e no Senac-ES. Curiosa sobre tudo o que envolve comunicação e jornalismo, possui experiência nas áreas de assessoria de imprensa, comunicação institucional, cobertura de eventos, mídias sociais, fotografia e produção de vídeos e podcasts.

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A Polícia Civil investiga um professor de educação física suspeito de assediar cinco alunas, com idades entre 12 e 14 anos, em uma escola municipal da Serra. O caso veio à tona após familiares e estudantes reunirem prints de conversas do professor com alunas. Ele atuava na instituição como profissional substituto.

Segundo informações da repórter Julia Cássia, para o TN1, da TV Tribuna/Band, as denúncias dão conta de que o professor teria oferecido o próprio aparelho celular para que as estudantes fizessem fotos.

Diante do receio das meninas em usar o telefone em sala de aula devido às regras da escola, o investigado teria sugerido que elas fossem até o banheiro para fazer os registros.

Em outra conversa obtida, realizada por meio do número pessoal de uma das adolescentes, o professor chega a convidá-la para um “rolê” em um sítio. Ao receber a negativa da aluna, que justificou que os pais não permitiriam o passeio, o homem enviou a foto de um urso de pelúcia.

“Ele estava se utilizando de um iPhone 13, se não me engano com capa de 17, e as meninas ficaram deslumbradas com o telefone. Ele perguntou se elas queriam tirar foto: ‘Ó, vai no banheiro, tira foto e depois vocês me trazem o telefone”, explicou a mãe de uma das alunas. Segundo a mãe, quando chegou em casa, a filha relatou o que havia acontecido.

“Ela foi me contando a série de coisas que ele estava fazendo tanto com ela quanto com as amigas. Com ela, tocou no cabelo, fazendo carícia no cabelo, descendo para partes íntimas dela”, desabafou.

Uma segunda mãe também denunciou que o professor costumava proferir falas de cunho sexual direcionadas às estudantes.

Segundo a secretária de Educação da Serra, Mayara Candido, o primeiro relato chegou à escola na terça-feira. “Era um professor em contrato temporário em outra unidade de ensino, que nesta unidade do contexto em que a gente está se referindo, ele esteve em atuação em apenas três dias diferentes em substituição o professor titular”.

Mayara Candido afirmou que o professor teve seu contrato rescindido, as famílias foram acolhidas e o caso foi registrado na Delegacia Especializada de Proteção à Criança e ao Adolescente (DPCA).



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