A empresa de vigilância privada que empregava os vigilantes acusados de sequestrar, torturar e matar Marcos Vinícius Lopes Rodrigues, de 35 anos, na madrugada do dia 17 de março, na Praia do Suá, em Vitória, teve suas atividades encerradas nesta segunda-feira (15) pela Polícia Federal, por meio da Operação Segurança em Pauta III.
De acordo com a Polícia Federal, a empresa é suspeita de ter envolvimento no assassinato de Marcos Vinícius, além de não possuir autorização do órgão para atuar no âmbito da segurança privada.
Ainda de acordo com a PF, os vigilantes executavam funções de ronda noturna, atuando uniformizados e utilizando tonfas, outras armas brancas e até simulacros de arma de fogo.
Relembre o caso
Marcos Vinícius Lopes Rodrigues, de 35 anos, foi sequestrado na madrugada do dia 17 de março, no bairro Praia do Suá, em Vitória, e levado para uma área de vegetação de eucalipto, nas proximidades do novo contorno de Jacaraípe, na Serra, onde o corpo foi encontrado.
A vítima foi cercada por homens armados e imobilizada. Em seguida, chegou um veículo, e ela foi colocada dentro.
De acordo com o titular da Delegacia Especializada de Pessoas Desaparecidas (DEPD), delegado Tarcisio Otoni, a vítima foi espancada por cerca de três horas, desde a Praia do Suá até o local onde foi morta e enterrada em cova rasa.
O delegado explica ainda que a vítima foi sequestrada por homens que trabalhavam em uma empresa de segurança privada, com a motivação de que Marcos Vinícius, que vivia nas ruas da Enseada do Suá, estaria cometendo pequenos furtos para sustentar o vício em drogas, e os criminosos decidiram se vingar.
Antes de o crime ser cometido, a polícia acredita que Marcos já teria sido agredido pelo mesmo grupo. Em determinado momento, os criminosos teriam tentado arrancar um dente da vítima com um alicate, mas ela conseguiu escapar.