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Cidades

Morre aos 93 anos o ator capixaba Paulo de Paula

Artista é considerado uma das figuras mais importantes das artes cênicas do Espírito Santo

Morre aos 93 anos o ator capixaba Paulo de Paula
- Paulo de Paula é considerado uma das figuras mais importantes das artes cênicas do Espírito Santo
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Andressa Antunes

Jornalista formada pela Universidade Federal do Espírito Santo, atua como repórter multimídia no jornal A Tribuna e portal Tribuna Online. Possui experiência nas áreas de assessoria de imprensa, gestão estratégica de redes sociais, cobertura de eventos e produção de videocasts.

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Morreu, nessa quarta-feira (13), o ator capixaba Paulo de Paula. Fundador de uma das bandas de congo da Barra do Jucu, em Vila Velha, e uma das figuras mais importantes das artes cênicas do Espírito Santo, o artista de 93 anos teve a morte confirmada por volta das 19h. 

Ao Tribuna Online, a neta do artista, Carmen Judithsk, informou que a morte ocorreu por causas naturais. “Como tantas outras pessoas, fui inspirada por sua arte e seu senso de humor. Durante décadas, Paulo foi responsável pela agitação cultural teatral capixaba, de Tchekhov a Vinícius, passando pela homenagem a Anchieta e o clássico auto de natal da Barra do Jucu”, relembrou.

O enterro do ator, que também foi professor e diretor do Teatro da Barra, grupo teatral com sede no município canela-verde, será no sábado, às 16h, no cemitério da Barra do Jucu. 

Trajetória na cultura capixaba

Em abril de 2024, em entrevista ao jornal A Tribuna, Paulo de Paula falou sobre sua história e o cenário atual da cultura capixaba. “Infelizmente, ainda falta uma compreensão da sociedade sobre a importância da cultura para a construção da identidade dos lugares. Hoje, eu tenho uma neta que trabalha com artes cênicas, assim como eu, mas me parece que a cena cultural continua como era na minha época: potente, com jovens talentosos e dispostos a entregar todo o amor e a dedicação pelo que fazem, mas subestimada”, descreveu.

“Eu vi a construção de espaços importantes para a cultura capixaba, vi a projeção de artistas daqui para o mercado nacional e vi o reconhecimento do congo como patrimônio imaterial do Espírito Santo”, completou o artista.



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