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Convergência

Empresa que só fala bonito fica para trás

Mercado cobra cada vez mais práticas reais de sustentabilidade, transparência e responsabilidade no uso da tecnologia

Empresa que só fala bonito fica para trás
- Tasso Lugon
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Tasso Lugon

Tasso Lugon é CEO da Banestes Asset e especialista em tecnologia, inovação e transformação digital. Reconhecido nacionalmente, lidera projetos que unem setor público e financeiro para gerar impacto e inclusão. Sua trajetória inclui passagens pelo Tribunal de Justiça do ES, Ministério Público Estadual, Prefeitura de Vila Velha e Governo do Estado, sempre promovendo modernização e resultados.

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Por muito tempo, falar em sustentabilidade virou quase obrigação no mundo corporativo. O tema apareceu em campanhas, eventos e discursos de executivos. Mas o mercado mudou. Hoje, discurso sem prática perdeu força.

Consumidores estão mais atentos. Investidores ficaram mais exigentes. E as empresas passaram a ser cobradas por algo simples: coerência. No mundo dos negócios, essa agenda ganhou o nome de ESG, sigla ligada a práticas ambientais, sociais e de governança. Mas, na prática, o assunto é mais direto do que parece: como uma empresa trata as pessoas, toma decisões, usa recursos e assume responsabilidades.

Isso deixou de ser tendência e virou questão de sobrevivência. Empresas com problemas de transparência, gestão frágil, falta de responsabilidade ambiental ou pouca preocupação com segurança de dados tendem a enfrentar mais dificuldade para crescer, atrair investimentos e manter credibilidade.

E existe um fator que acelerou ainda mais essa transformação: a tecnologia. Hoje, são os dados, os sistemas e a Inteligência Artificial que ajudam empresas a medir impactos, reduzir desperdícios, melhorar processos e aumentar transparência. Ao mesmo tempo, a própria tecnologia entrou nessa discussão.

O avanço acelerado da Inteligência Artificial trouxe debates importantes sobre privacidade, segurança da informação, uso responsável de dados e até consumo de energia.

Ou seja: tecnologia não é apenas inovação. Também é responsabilidade.

No mercado financeiro, essa mudança ficou ainda mais clara. Investidores analisam muito mais do que lucro imediato. Observam governança, gestão de risco, reputação e capacidade de adaptação ao futuro.

Empresas que vivem apenas de marketing institucional passaram a representar risco maior. Talvez essa seja a principal mudança dos últimos anos: sustentabilidade deixou de ser apenas pauta ambiental. Hoje, envolve tecnologia, gestão, reputação e capacidade de permanecer relevante em um mercado cada vez mais transparente e exigente.

No fim, a pergunta mais importante já não é se uma empresa fala bonito sobre responsabilidade. A verdadeira pergunta é se ela consegue provar isso na prática.

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