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Polícia

Grupo que traficava cocaína em sacas de café no RJ é alvo de operação no ES

Investigação apura esquema criminoso que utilizava exportação de café para ocultar envio de cocaína ao exterior

Grupo que traficava cocaína em sacas de café no RJ é alvo de operação no ES
- No Espírito Santo, foram cumpridos dois mandados em desfavor de investigados considerados centrais na organização criminosa, nos municípios de Vila Velha e Guarapari.
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Ana Carolina Carnelli

Jornalista formada pela Universidade Federal do Espírito Santo e pós-graduada em Marketing e Mídias Digitais pela Universidade de Vila Velha. Tem experiência em escrita de textos jornalísticos, apresentação de podcasts, produção, assessoria de imprensa e cobertura de eventos. Também já atuou na criação e edição de conteúdo para mídias sociais.

Última atualização



Na manhã desta quinta-feira (7), a Polícia Federal deflagrou operação ‘Off-Grade Coffee’ visando desarticular uma organização criminosa especializada no tráfico internacional de drogas a partir do Porto do Rio de Janeiro. No Espírito Santo, foram cumpridos um mandado de prisão e dois de busca e apreensão em desfavor de investigados considerados centrais na organização criminosa, nos municípios de Vila Velha e Guarapari. 

De acordo com a investigação, o grupo seria especializado em um esquema sofisticado para o envio de drogas ao exterior a partir de operações comerciais ilícitas de exportação de café. Segundo a Polícia Federal, os criminosos usavam empresas de fachada, laranjas e complexas transações financeiras para ocultar a inserção da droga nas cargas de café exportados

Ainda segundo a Polícia Federal, a investigação foi iniciada após a apreensão de aproximadamente 1,2 tonelada de cocaína oculta em um contêiner carregado com sacas de café, que tinha a Alemanha como destino, em junho de 2025.

Atuação da quadrilha 

De acordo com os elementos colhidos durante a investigação, o grupo criminoso atuava de forma organizada, com divisão de tarefas entre seus integrantes. Um dos investigados exerceria papel de liderança, coordenando negociações internacionais, movimentação financeira e logística do envio da droga, enquanto outros atuavam na intermediação comercial, fornecimento de empresas e controle do carregamento dos contêineres.

A investigação também revelou que a quadrilha utilizava de recursos financeiros de origem ilícita, com indícios de lavagem de dinheiro, para dificultar o rastreamento dos valores investidos nas operações de carregamento e envio dos entorpecentes. 

Ao todo, foram cumpridos três mandados de prisão preventiva e sete mandados de busca e apreensão nos estados do Rio de Janeiro, Espírito Santo, Minas Gerais e São Paulo. Além disso, outros alvos foram submetidos a medidas cautelares diversas, como proibição de contato entre os envolvidos, restrição de deslocamento e monitoramento eletrônico.

Os investigados poderão responder pelos crimes de tráfico internacional de drogas, organização criminosa, lavagem de dinheiro, falsidade ideológica, entre outros delitos que possam ser identificados no curso das investigações.



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