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Tribuna Agro ES

Professor inova e consegue patente após construir forno para torrar café

Equipamento foi patenteado, ampliou a capacidade da agroindústria e ajudou a expandir as vendas para novas regiões

Professor inova e consegue patente após construir forno para torrar café
- Professores, Ana Neide e Edson deixaram a sala de aula e hoje se dedicam à agroindústria familiar
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Clóvis Rangel

Clóvis Rangel é publicitário e jornalista formado pela Faculdade Pitágoras. Pós-graduado em Redes Sociais e em Sociologia, atua como especialista na editoria de variedades. É repórter do jornal A Tribuna e do portal Tribuna Online, além de professor de Marketing.

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A criação de um torrador a gás permitiu que uma agroindústria de Alfredo Chaves dobrasse sua capacidade de produção. O equipamento foi desenvolvido e patenteado pelo geólogo e professor Edson Salvador, de 53 anos, que decidiu aplicar a experiência acumulada ao longo da vida para aperfeiçoar o processo de torrefação dos grãos e ampliar a atuação da marca.

Morador da comunidade de São Vicente de Crubixá, Edson fundou a Café do Monte em 2016. A empresa não cultiva os próprios grãos, mas compra cafés de produtores da região para realizar a torra, moagem e comercialização após o beneficiamento.

Atualmente, trabalha com cinco rótulos, incluindo blends especiais, cafés 100% canéfora (conilon) e versões produzidas exclusivamente com grãos arábica.

Ele conta que o novo equipamento, batizado de NBerto e patenteado há cerca de 1 ano, aumentou a eficiência do processo produtivo e permitiu ampliar o volume de cafés processados sem comprometer a qualidade.

Com isso, a marca passou a abastecer supermercados e pontos de venda das regiões Serrana, Sul e Grande Vitória. “Quando começamos, a produção era muito menor e praticamente 100% artesanal. Com o aumento da demanda, percebemos que precisávamos de uma solução que permitisse crescer sem perder qualidade. Foi dessa necessidade que nasceu o torrador. O equipamento aumentou nossa produtividade, ampliou nossa capacidade de atendimento”, afirma Edson.

Além dos cafés tradicionais, a empresa também investe em novos produtos. Uma das apostas é um cappuccino em sachês individuais, desenvolvido para preparo rápido diretamente no copo, apenas com a adição de água quente.

O crescimento do negócio contou com a participação da mulher de Edson, Ana Neide Salvador, 45. Também professora, ela deixou a sala de aula para se dedicar à agroindústria familiar.

“Foi uma mudança de vida. Hoje acompanhamos todo o processo, desde a escolha dos grãos até a entrega ao consumidor. Isso nos permite manter o padrão de qualidade que queremos para a marca. Muita gente associa inovação a grandes investimentos, mas, no nosso caso, ela nasceu dentro da propriedade, a partir dos desafios do dia a dia”, finaliza Ana Neide.

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