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Serra

Cão morre ao rasgar encomenda e ingerir cápsulas de cafeína após entrega na Serra

Pastor alemão rasgou embalagem deixada no quintal após pacote ser lançado por cima do muro por entregador; polícia apura protocolo de entrega

Cão morre ao rasgar encomenda e ingerir cápsulas de cafeína após entrega na Serra
- Cão Brutus morreu após ingerir o conteúdo da embalagem
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Layna Cruz

Jornalista formada pela Universidade Federal do Espírito Santo, é repórter multimídia no jornal A Tribuna e portal Tribuna Online. Já atuou no Tribunal de Justiça do Espírito Santo e no Senac-ES. Curiosa sobre tudo o que envolve comunicação e jornalismo, possui experiência nas áreas de assessoria de imprensa, comunicação institucional, cobertura de eventos, mídias sociais, fotografia e produção de vídeos e podcasts.

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Um cachorro da raça pastor alemão, de 8 anos, morreu após ingerir cápsulas de cafeína que estavam dentro de um pacote arremessado por um entregador em uma residência em Colina de Laranjeiras, na Serra. 

Em imagens de câmeras de videomonitoramento é possível ver o entregador chegando no local e aciona o interfone para realizar a entrega do produto que estava embalado em uma pacote. Contudo, diante da falta de retorno, o funcionário lança a encomenda por cima do muro. 

A gravação mostra, ainda, o cão circulando no quintal da casa durante o procedimento da entrega do produto. O animal rasgou a embalegem e ingeriu parte das cápsulas de cafeína, substância considerada altamente tóxicas e potencialmente fatais para cães. 

Michele Pazolini, tutora do cão Brutus, contou que deparou-se com a encomenda rasgada e o animal já sem vida quando chegou em casa à noite. Para ela, a situação poderia ter sido evitada durante o procedimento de entrega. 

“O Brutus não vai voltar, independente do que aconteça, mas eu espero que quem errou seja, de fato, responsabilizado, para que isso não volte a acontecer. Porque hoje a compra pela internet é muito comum. Precisa existir um protocolo de entrega sério e responsável, porque um simples procedimento, se tivesse sido feito da forma correta, como tem que ser, isso tudo não teria acontecido. E poderia ter sido também com uma criança”, afirmou a tutora. 

O delegado Leandro Piquet, responsável pelo Núcleo de Proteção Animal da Delegacia Especializada de Proteção ao Meio Ambiente, está a frente das investigações que analisarão o protocolo da entrega, a confirmação de recebimento da encomenda e a identificação do profissional responsável pelo serviço. 

“É normal que pessoas comprem produtos que não podem ser ingeridos ou que são tóxicos, embora sejam legalizados. E a pessoa que faz a entrega tem que tomar esse cuidado, porque esse produto foi tóxico para um cachorro, mas poderia ter sido para uma criança. Então nós vamos buscar esse entregador, oficiando essa empresa que é uma multinacional muito grande para que traga as informações e para que a gente possa ouvir e tomar as devidas providências”, pontuo Piquet. 

O produto que o cão ingeriu também foi coletado para exame toxicológico que deve indicar se as cápsulas de cafeína foram realmente a causa da morte do animal. 






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