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Polícia

PM da reserva é preso após tiros e ameaças em Guarapari

Militar foi detido depois de horas de negociação; veja o que se sabe

PM da reserva é preso após tiros e ameaças em Guarapari
- Durante as negociações, o militar efetuou dois disparos de arma de fogo na direção das guarnições
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Andressa Antunes

Jornalista formada pela Universidade Federal do Espírito Santo, atua como repórter multimídia no jornal A Tribuna e portal Tribuna Online. Possui experiência nas áreas de assessoria de imprensa, gestão estratégica de redes sociais, cobertura de eventos e produção de videocasts.

Última atualização



Um policial militar da reserva foi preso após se envolver em uma confusão com vizinhos e ameaçar outros militares na noite do último sábado (6), no bairro Perocão, em Guarapari. De acordo com a corporação, ele foi detido após horas de negociação.

Vizinha relata disparo durante discussão por som alto

A Polícia Militar foi ao local após receber a informação de que um militar da reserva remunerada estaria envolvido em uma ocorrência com disparos de arma de fogo. Ao chegarem à casa do policial, os agentes verificaram que uma festa com várias pessoas ocorria dentro do imóvel, mas os portões permaneciam fechados.

Nesse momento, uma moradora vizinha disse aos policiais que o militar da reserva teria atirado contra os moradores da residência dela durante um desentendimento relacionado ao volume do som. Segundo a mulher, o disparo atingiu a parede de sua casa.

Cerco, ameaças e dois disparos contra guarnições

Foi realizada uma primeira tentativa de contato com o proprietário da casa, mas sem sucesso. Com a presença das viaturas, as pessoas que estavam dentro da residência foram sendo liberadas e levadas pelos agentes para um local seguro, permanecendo no imóvel apenas o policial da reserva e a esposa.

Segundo a corporação, um policial tentou dialogar com o militar da reserva pelo portão, mas o homem estava alterado e passou a ameaçá-lo, ao mesmo tempo em que levou a mão à cintura, segurando uma pistola.

“Durante toda a evolução da ocorrência, o policial, por diversas vezes, abriu o portão de sua residência portando uma arma de fogo em punho e utilizando colete balístico. Ele também dirigia-se aos policiais militares que realizavam o cerco e a contenção do local, proferindo palavras de ameaça e intimidação”.

Ainda durante as negociações, o militar efetuou dois disparos de arma de fogo na direção das guarnições. Os agentes seguiram tentando estabelecer contato, mas a esposa do militar ficou do lado de fora do portão dificultando o trabalho da polícia e repassando informações ao marido pelo telefone.

Armas e munições apreendidas após a rendição

“Em razão da evolução da ocorrência para um evento crítico de alta complexidade e do insucesso das tentativas de negociação, equipes de negociação da Companhia Independente de Operações Especiais e Combate ao Crime Organizado da Polícia Militar (CIOE) foram acionadas e após horas de negociação o militar se rendeu e foi encaminhado à UPA do bairro Ipiranga”.

Após o fim da negociação, policiais entraram na residência e encontraram uma pistola calibre 380 carregada com dois carregadores contendo 22 munições. O armamento estava no interior de uma panela de barro no balcão de um bar que funciona junto à casa.

Na residência, foi apreendida outra pistola calibre 9mm com quatro carregadores contendo 34 munições. Após atendimento, o militar foi conduzido para a sede do 10º Batalhão, onde foi autuado por crime militar de ameaça e encaminhado ao Presídio Militar.

A Polícia Civil foi procurada para dar mais detalhes sobre o caso e, assim que houver resposta, este texto será atualizado.




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