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Polícia

Nova geração de cães para ajudar a polícia do ES a combater o crime

Onze filhotes da raça pastor-belga-malinois que nasceram em abril serão treinados para atuar em operações da Polícia Federal

Nova geração de cães para ajudar a polícia do ES a combater o crime
- O agente Andrade com Puma e o agente Stoll com Wolf: Polícia Federal possui a reprodução planejada de cães
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Fernanda Coutinho

Fernanda Coutinho é jornalista formada pela Universidade Federal do Espírito Santo (UFES), em 2007, e tem aproximadamente 20 anos de experiência na profissão. É repórter multimídia das editorias de Cidades e Polícia do Jornal A Tribuna, com reportagens também publicadas no portal Tribuna On-line. Escreve reportagens especiais semanais para a editoria de Polícia do Jornal A Tribuna. Tem experiências com apresentações de podcasts e videocasts, além da participação ao vivo em telejornais da TV Tribuna, em colaboração com apresentadores, em casos de repercussão. Na função de redatora, atuou por 9 anos em editorias como Polícia, Cidades, Economia e Política do jornal impresso.

Última atualização


Capazes de localizar substâncias ilícitas, explosivos, armas, munições e outros materiais com muita precisão, os cães de faro, ou farejadores, ajudam a combater o crime em operações em aeroportos, portos, rodovias e fronteiras.

No caso da Polícia Federal, está sendo formada uma nova geração de futuros K-9, resultado do cruzamento de dois cães da raça pastor-belga-malinois que atuam no Espírito Santo. Recentemente, a cadela policial Puma deu à luz a 11 filhotes, a partir do cruzamento com o cão policial Wolf.

“A Polícia Federal possui a reprodução planejada dos cães que atuam na instituição, no Canil Central de Brasília. No caso do Wolf, por se destacar em operações, mesmo estando no Espírito Santo, ele foi selecionado, junto com a Puma”, disse o agente Stoll, coordenador Regional do Canil da Polícia Federal no Espírito Santo.

A ninhada com cinco machos e seis fêmeas nasceu em 11 de abril, no Canil Central, para onde Puma foi levada em um avião da Polícia Federal, segundo o agente.

Ela viajou a Brasília nos primeiros dias da prenhez, que dura dois meses. Após o nascimento dos filhotes, a cadela ainda permaneceu por cerca de 50 dias no Canil Central, até o desmame. O retorno ao Espírito Santo aconteceu em uma viatura da corporação.

Os filhotes permanecem em Brasília, onde iniciam seu treinamento especializado para futura atuação como cães da Polícia Federal. “Os filhotes são alimentados com ração apropriada. Inicialmente, são treinados com atividades lúdicas, para estimular o instinto de caça e disputa e é apresentada a bolinha de borracha, que funciona como uma recompensa”, afirma o agente Stoll.

A partir dos seis meses, os cães são levados para ambientes externos ao canil para se familiarizarem, por exemplo, com barulhos e grande fluxo de pessoas.

“Com um ano, inicia-se o treinamento de faro, mas sem contato direto com a droga, que sempre está embalada em papel filme, fita isolante ou bexigas de borracha. A recompensa para o cão é a bola de borracha, usada nos treinamentos, sem nenhuma quantidade de drogas”, afirma o agente Stoll.

A expectativa é que os cães sejam levados para diferentes estados do Brasil, no prazo de dois anos, quando termina o treinamento. Segundo Stoll, dois cães da ninhada serão escolhidos para atuar no Estado após o final do treinamento.

Saiba Mais 

Reprodução

  • A Polícia Federal no Espírito Santo tem 3 cães farejadores: a cadela Kira, da raça pastor-alemão, que nunca teve filhotes; a cadela Puma e o cão Wolf, da raça pastor-belga-malinois.
  • Puma e Wolf foram selecionados para a reprodução por se destacarem em operações contra o crime.
  • Puma foi levada no início da gestação para o Canil Central da corporação, em Brasília, e teve 11 filhotes.

Licença

  • A cadela ficou com os filhotes em Brasília até o desmame e foi trazida de volta ao Espírito Santo. Puma está afastada das atividades operacionais e é acompanhada por veterinário.

Treinamento

  • Os filhotes ficaram em Brasília, onde é feito o treinamento, que será concluído em dois anos.
  • O treinamento envolve estimulação do instinto de caça e disputa, reconhecimento do odor de drogas ou explosivos, e a adaptação a um operador humano, que vai interagir e dar os comandos para o cão.
  • Os cães não têm contato direto com drogas, que são sempre embaladas.
  • Eles têm uma capacidade muito maior que humanos para sentir odores: possuem até 300 milhões de receptores olfativos, contra 5 milhões dos humanos.

Ninhada T

  • As ninhadas são nomeadas com letras e os filhotes de Puma e Wolf são da “ninhada T”.
  • Tiguan, Tity, Tessa, Tinker, Trixie e Tróia são as fêmeas. Thor, Tiger, Tanus, Theo e Tufik são os machos.


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