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Polícia

Suspeitos de matar jovem a tiros na Serra são presos

Investigações apontam disputa entre PCV e TCP como motivação. Prisões ocorreram em Conceição da Barra e no Estado de São Paulo

Suspeitos de matar jovem a tiros na Serra são presos
- André Makalle Falcão dos Santos e Felipe Pereira da Silva
Foto de perfil de Layna Cruz

Layna Cruz

Jornalista formada pela Universidade Federal do Espírito Santo, é repórter multimídia no jornal A Tribuna e portal Tribuna Online. Já atuou no Tribunal de Justiça do Espírito Santo e no Senac-ES. Curiosa sobre tudo o que envolve comunicação e jornalismo, possui experiência nas áreas de assessoria de imprensa, comunicação institucional, cobertura de eventos, mídias sociais, fotografia e produção de vídeos e podcasts.

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Dois envolvidos na morte do jovem Gustavo Emilio Ferri Adriano, conhecido como “Alemão”, de 24 anos, foram presos. O crime ocorreu em 20 de outubro de 2025, no Balneário de Carapebus, na Serra, e teria sido motivado pela disputa entre o Primeiro Comando de Vitória (PCV) e o Terceiro Comando Puro (TCP), segundo a Polícia Civil do Espírito Santo (PCES).

Prisões em Conceição da Barra e em São Paulo

De acordo com a PCES, André Makalle Falcão dos Santos, vulgo “Makaully”, de 27 anos, foi preso em dezembro de 2025 em uma zona rural de Conceição da Barra, no Norte do Espírito Santo. Já Felipe Pereira da Silva, conhecido como “Menor FP” ou “Menor 90”, de 21 anos, foi capturado em 10 de fevereiro de 2026, no Estado de São Paulo.

Escalada da violência na região

O chefe da Divisão Especializada de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) da Serra, delegado Rodrigo Sandi Mori, informou que, entre agosto e novembro de 2025, foram registrados 11 homicídios consumados e 12 tentativas na área do Balneário de Carapebus, em razão da disputa territorial entre facções rivais.

Segundo o delegado, as ocorrências estão ligadas a André Makalle Falcão dos Santos, apontado, à época, como principal líder do TCP na região. No celular dele, foram encontrados vestígios que indicam a autoria do crime, detalhado por áudios e mensagens.

Como a vítima virou alvo

As investigações apontaram que Gustavo era faccionado do TCP, mas já não atuava mais no tráfico. Ainda assim, fazia uso de entorpecentes e passou a ser aliciado pelo PCV para integrar a facção.

No dia do crime, Gustavo, impulsionado pelo PCV, participou de pichações alusivas ao grupo em muros da região. O ato teria motivado o ataque, e o jovem foi executado com 17 tiros, atribuídos a “Makaully”.



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