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Copa do Mundo 2026

ANÁLISE | Víctor Fontes: Passar em primeiro é fundamental para o Brasil

Liderança reduz viagens, ajuda na recuperação física e pode evitar confrontos mais duros já no primeiro mata-mata

ANÁLISE | Víctor Fontes: Passar em primeiro é fundamental para o Brasil
- Uma vitória sobre a Escócia deixa a Seleção muito próxima do primeiro lugar
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Víctor Fontes

Jornalista mineiro formado pela UFSJ, com passagem como narrador esportivo e apresentador de rádio. Hoje Victor Fontes é repórter multimídia e editor substituto em A Tribuna, e apresentador do programa Apita Aí na TV Tribuna/Band, cobrindo esportes todos os dias — da várzea ao Mundial, no texto e na câmera!

Última atualização



O Brasil chega à última rodada do Grupo C jogando muito mais do que a liderança da chave. Terminar em primeiro pode fazer enorme diferença no caminho da Seleção na Copa.

A equipe de Carlo Ancelotti lidera o grupo, mas poderia ter uma vantagem maior sobre o Marrocos no saldo de gols. O segundo tempo diante do Haiti, quando o Brasil diminuiu o ritmo, pode cobrar seu preço agora.

Uma vitória sobre a Escócia deixa a Seleção muito próxima do primeiro lugar. Um empate pode abrir espaço para a ultrapassagem marroquina, enquanto uma derrota pode até derrubar o Brasil para a terceira posição.

A questão não é apenas o adversário. O líder do Grupo C enfrenta o segundo colocado do Grupo F e evita, pelo menos no primeiro mata-mata, o vencedor da chave, que hoje pode ser Holanda ou Japão.

Mas o principal ganho está na logística.

Se terminar em primeiro, o Brasil sai de Miami para Houston e, em caso de classificação, segue para Nova York. Todo o percurso acontece dentro dos Estados Unidos, com viagens menores e a possibilidade de manter a estrutura montada pela CBF em Nova Jersey.

A Seleção está concentrada no The Ridge Hotel, em Basking Ridge, e treina no Columbia Park, em Morristown. A escolha da base levou em conta justamente a recuperação dos atletas, a privacidade e a redução dos deslocamentos.

O segundo lugar muda completamente esse cenário. O Brasil teria de viajar para Monterrey, no México, enfrentar outra logística, outro país e condições diferentes de clima e altitude. Se avançar, ainda precisaria voltar aos Estados Unidos para atuar em Houston poucos dias depois.

Em uma Copa disputada em três países, a logística passou a influenciar diretamente o desempenho em campo. Menos viagens significam mais tempo para descanso, recuperação e treinamento.

Por isso, o jogo contra a Escócia vale mais do que a liderança do grupo. O Brasil joga para escolher o melhor caminho até as fases decisivas.

DE OLHO NO CARTÃO

Em meio a esse contexto contra a Escócia, Casemiro, Ibañez e Douglas Santos entram em campo pendurados. Se receberem cartão amarelo, ficam fora da estreia do Brasil no mata-mata.

A situação pode levar Ancelotti a preservar alguns titulares. Casemiro e Douglas Santos são os principais candidatos a serem poupados, com Fabinho e Alex Sandro aparecendo como opções.

Os cartões são zerados após a fase de grupos, mas a suspensão é mantida para quem atingir o limite justamente na última rodada.



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