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Saúde

Nova caneta usada para perder peso à venda a partir de segunda

Ozivy, primeira caneta brasileira à base de semaglutida, vai custar R$ 452. Distribuição começa pelas principais capitais do País

Nova caneta usada para perder peso à venda a partir de segunda
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Camila Lima

Jornalista formada pela Faculdade Estácio de Sá de Vitória, atua há 7 anos no jornal A Tribuna. Integrante da editoria de Cidades, tem como principal foco a cobertura de saúde, área na qual construiu sólida experiência em reportagens, entrevistas e coberturas de eventos pelo Brasil. Apresenta o podcast Fala, Doutor, dedicado a levar informação acessível e de qualidade sobre medicina e bem-estar ao público.

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Depois de ser anunciada como a primeira caneta à base de semaglutida produzida no Brasil — mesma substância presente nos medicamentos Ozempic e Wegovy, usados no tratamento do diabetes tipo 2 e da obesidade —, a Ozivy, da farmacêutica EMS, começa a chegar às farmácias na próxima segunda-feira.

A distribuição terá início pelas principais capitais do País e será ampliada gradualmente para outras regiões nas próximas semanas, de acordo com a farmacêutica.

Segundo o diretor médico da EMS e porta-voz da empresa, Iran Gonçalves Jr., o Espírito Santo está contemplado nesse plano de expansão.

“Como ocorre em todo lançamento farmacêutico de grande porte, a disponibilidade pode variar entre redes e pontos de venda, mas a expectativa da companhia é ampliar gradualmente a cobertura nacional até julho”, afirmou.

Cada caneta custará a partir de R$ 452. Os pacientes que aderirem ao Programa Vida + Leve, do EMS Saúde, terão condição especial. Nesta iniciativa o investimento médio será de R$ 287 por mês ao longo dos primeiros três meses de tratamento, segundo a empresa.

De acordo com o diretor médico, o abastecimento está sendo realizado de forma gradual e estratégica, considerando a capacidade logística, a demanda do mercado e a expansão progressiva da presença do produto nas principais redes farmacêuticas do País.

“Os pacientes também poderão acompanhar a disponibilidade do medicamento por meio do portal Vida + Leve Ozivy pelo Brasil”.

A aprovação da caneta no Brasil, feita pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), ocorreu no final de maio, dois meses após a patente da semaglutida ter expirado, sendo indicada para o tratamento de adultos com diabetes mellitus tipo 2 insuficientemente controlado, associado à dieta e exercícios, conforme orientação médica.

Thayná da Silva, farmacêutica da Rede Pague Menos, em Jardim da Penha, contou que a rede já registra procura pela Ozivy nas lojas do Espírito Santo.

“O interesse dos consumidores reflete a crescente demanda por medicamentos à base de semaglutida, impulsionada pela busca por tratamentos para obesidade e controle do diabetes”, destacou a farmacêutica.

Concorrência pode tornar tratamento mais acessível

Para especialistas, a entrada de uma nova fabricante de semaglutida no mercado brasileiro pode aumentar a concorrência e contribuir para tornar o tratamento de diabetes e obesidade mais acessível aos pacientes.

A endocrinologista e presidente da Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia do Espírito Santo (SBEM-ES), Maria Amélia Julião, avalia a novidade de forma positiva, principalmente pelo potencial impacto nos custos dos medicamentos.


“Vejo a chegada de novas opções de semaglutida ao mercado com expectativa positiva, principalmente pelo fator de competitividade. Atualmente, o custo desses tratamentos ainda é um grande limitador. Com a entrada de novos fabricantes, a tendência natural é que haja uma redução de preços, tornando esses medicamentos mais acessíveis a uma parcela maior da população que necessita do tratamento”.

A especialista, no entanto, reforça que a ampliação do acesso deve estar acompanhada do uso responsável da medicação. Maria Amélia explica que a semaglutida age diretamente nos mecanismos de controle do apetite e da saciedade, auxiliando na perda de peso e no controle metabólico.

Entretanto, segundo a médica, existe uma diferença técnica importante entre o Ozivy e os medicamentos originais já conhecidos pelos pacientes, como Ozempic e Wegovy.

Enquanto os medicamentos de referência são produzidos por tecnologia de DNA recombinante, utilizando organismos vivos modificados em laboratório, o Ozivy é produzido por meio de síntese química.

“Embora a Anvisa tenha aprovado o Ozivy com base em estudos que comprovam sua eficácia e segurança para o tratamento do diabetes tipo 2, a comunidade médica reforça que cada corpo pode responder de forma individual. O uso deve ser avaliado caso a caso pelo especialista”, destacou Maria Amélia.

FIQUE POR DENTRO

O que é semaglutida?

> A semaglutida faz parte de uma classe de medicamentos “agonistas” do GLP-1. Isso significa que essas medicações “imitam” o hormônio natural (GLP-1) para controlar o açúcar no sangue, estimular a produção de insulina, retardar a digestão e reduzir o apetite.

> É considerada a segunda geração das canetas emagrecedoras, que levam à perda de até 15% do peso.

O que já existe no mercado?

> A semaglutida é o princípio ativo dos medicamentos Ozempic – indicado para diabetes tipo 2 – e Wegovy, aprovado para tratamento da obesidade, ambos do laboratório Novo Nordisk.

> Também existe a versão oral do mesmo laboratório, o Rybelsus.

A patente, no entanto, foi expirada em março deste ano. Com isso, novas medicações vêm sendo analisadas e aprovadas.

Ozivy

> A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) aprovou no final de maio o Ozivy, da EMS. Ele poderá ser usado para o tratamento de adultos com diabetes tipo 2, como adjuvante a dieta e exercícios. O produto será apresentado como solução injetável, em caneta preenchida para administração semanal.

> A caneta utiliza tecnologia de síntese química, produzida com matéria-prima sintética e classificada pela Anvisa como medicamento novo. Por isso, não se enquadra como genéricos, similares ou biossimilares.

Farmácias

> A distribuição da nova caneta tem início a partir de segunda-feira nas principais capitais brasileiras e será ampliada progressivamente para outras regiões nas semanas seguintes.

> O Espírito Santo está contemplado nesse plano de expansão. A expectativa da companhia é ampliar gradualmente a cobertura nacional até julho.

> Será comercializada por R$ 452. Pelo programa Vida Mais Leve, o custo médio mensal será de R$ 287 durante os três primeiros meses de tratamento.

Fonte: Anvisa e EMS.



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