- Vitória, ES 22°C

Vitória 22°C

Publicidade: Combate os sintomas da gripe
Saúde

Nova medicação que reduz em 60% o risco de morte por câncer emociona médicos

Pílula experimental age contra o câncer de pâncreas. Daraxonrasib quase dobrou a sobrevida em estudo apresentado na ASCO

Nova medicação que reduz em 60% o risco de morte por câncer emociona médicos
-
Foto de perfil de Camila Lima

Camila Lima

Jornalista formada pela Faculdade Estácio de Sá de Vitória, atua há 7 anos no jornal A Tribuna. Integrante da editoria de Cidades, tem como principal foco a cobertura de saúde, área na qual construiu sólida experiência em reportagens, entrevistas e coberturas de eventos pelo Brasil. Apresenta o podcast Fala, Doutor, dedicado a levar informação acessível e de qualidade sobre medicina e bem-estar ao público.

Última atualização

Uma nova medicação oral experimental para o tratamento do câncer de pâncreas avançado tem sido apontada por especialistas como um dos avanços mais relevantes da oncologia nos últimos anos. Chamada daraxonrasib, a terapia reduziu em cerca de 60% o risco de morte em pacientes com a doença, segundo dados apresentados na reunião anual da Sociedade Americana de Oncologia Clínica (ASCO), realizada em Chicago, nos Estados Unidos.

Os resultados do estudo RASolute 302 foram recebidos com entusiasmo pela comunidade médica, principalmente por se tratar de um tipo de tumor historicamente difícil de tratar e com poucas alternativas terapêuticas nos últimos anos.

A medicação atua bloqueando a proteína RAS, uma das principais responsáveis pelo crescimento dos tumores e que está alterada em mais de 90% dos casos desse tipo de câncer. A proposta é impedir que essa via de sinalização favoreça a progressão da doença, oferecendo uma alternativa combinada ou complementar às abordagens atuais.

O que o estudo mostrou

Os resultados indicam que o daraxonrasib praticamente dobrou o tempo de vida dos pacientes com câncer de pâncreas avançado. A sobrevida média passou de 6,7 meses, entre aqueles tratados apenas com quimioterapia, para 13,2 meses nos que receberam a nova medicação.

Entre os principais dados apresentados, estão:

  • Redução de cerca de 60% no risco de morte
  • Sobrevida média: de 6,7 meses para 13,2 meses
  • Tempo de controle da doença (sem progressão) também dobrou
  • Menos efeitos colaterais graves
  • Menor taxa de abandono do tratamento



Repercussão entre especialistas

Segundo o oncologista clínico e coordenador da Oncologia da Rede Meridional, Fernando Zamprogno, a repercussão se deve à dificuldade histórica em tratar esse tipo de tumor.

“A gente tem um último tratamento de 2014. Então, vinha numa ausência de novas opções há muitos anos. Tudo que havia sido testado para o câncer de pâncreas, como imunoterapia e terapias-alvo, havia falhado”, explicou.

Mais Lidas

Ver tudo ›