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Saúde

Vacina reforça a saúde do idoso, dizem especialistas

Como o sistema imunológico, que garante a defesa do organismo, também envelhece, imunizar reforça a prevenção

Vacina reforça a saúde do idoso, dizem especialistas
- Idoso recebe vacina: prevenção
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Will Anholetti

Will Anholetti é jornalista formado pelo Centro Universitário Faesa e pós-graduado em Língua Portuguesa e docência no Ensino Superior. Repórter multimídia, escreve para A Tribuna e Tribuna Online.

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A vacinação não é um cuidado que termina na infância. Com o avanço da idade, o organismo passa por mudanças naturais que reduzem a capacidade de combater infecções, tornando adultos, principalmente idosos, mais vulneráveis a doenças que podem levar à hospitalização, perda da autonomia e até a morte.

Diante do envelhecimento da população brasileira, especialistas reforçam que manter a caderneta de vacinação atualizada é uma das formas mais eficazes de garantir qualidade de vida.

A presidente da Sociedade Brasileira de Infectologia no Espírito Santo, Marina Malacarne, explica que o envelhecimento provoca a chamada imunossenescência, processo em que o sistema imunológico perde eficiência para reconhecer e combater vírus e bactérias.

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“Com o envelhecimento, o sistema imunológico perde parte da sua capacidade de reconhecer e combater vírus e bactérias de forma eficiente. Também há uma resposta menos intensa às infecções e uma recuperação mais lenta”.

O coordenador da Clínica de Imunizações do Hospital Israelita Einstein, Alfredo Gilio, analisa que a imunossenescência faz parte do envelhecimento natural.

“Assim como ocorre perda de força muscular e de outras funções do corpo quando ficamos mais velhos, o sistema imunológico também envelhece”.

A presidente da Sociedade Brasileira de Geriatria no Espírito Santo, Fernanda Sperandio, ressalta que a vacinação vai além da prevenção de doenças.

“Na geriatria, sabemos que muitas vezes o problema não é apenas sobreviver à infecção, mas recuperar a funcionalidade depois dela. A vacinação reduz esse risco e ajuda a preservar aquilo que é mais importante no envelhecimento: independência, mobilidade e qualidade de vida”.

Diretora da Sociedade Brasileira de Imunizações (SBIm), Isabella Ballalai lembra que a vacinação de adultos já faz parte da rotina em diversos países e reforça que a população precisa entender que a imunização não acaba na infância.

“A gente costuma dizer que vacinas causam adultos. Se as crianças deixaram de morrer por doenças imunopreveníveis, elas cresceram e envelheceram. Mas muitas vacinas exigem reforços e outras surgiram ao longo dos anos”.

“Passo o ano sem ficar gripada”

A aposentada Lilia Celia Pereira Mascarenhas, de 71 anos, faz da vacinação um compromisso com a própria saúde. Desde os 60 anos, ela mantém a caderneta atualizada e, recentemente, recebeu a vacina contra a gripe.

O hábito veio da mãe. “Ela sofria com gripes frequentes e percebeu uma grande melhora após começar a se imunizar”.

Lilia diz que também percebe os benefícios. “Eu passo o ano sem ficar gripada”.

Além da vacina contra a gripe, ela sempre pergunta ao médico se há alguma dose pendente. Para ela, manter a vacinação em dia é uma forma de proteger a própria saúde e também de evitar a transmissão de doenças a outras pessoas.

Fique atento

Quais vacinas não podem faltar na caderneta de uma pessoa acima dos 60 anos?

  • Influenza: todos os anos.
  • COVID-19: conforme o calendário atualizado do Ministério da Saúde.
  • Pneumocócicas que ajudam a prevenir pneumonias, meningites e infecções graves.
  • dT (difteria e tétano): com reforço a cada 10 anos, ou dTpa em situações específicas.
  • Herpes-zóster: recomendada para reduzir o risco da doença e da neuralgia pós-herpética.
  • Vacina contra o Vírus Sincicial Respiratório (VSR): recentemente incorporada às estratégias de prevenção em idosos e pessoas com fatores de risco, por reduzir casos graves e hospitalizações.

Em situações específicas, também podem ser indicadas vacinas como hepatite B, febre amarela, meningocócicas e outras, conforme avaliação médica e condições individuais.

É importante lembrar que a recomendação pode variar conforme idade, doenças preexistentes, uso de medicamentos imunossupressores e histórico vacinal.

A vacina causa doença?

Os especialistas são unânimes em afirmar que esse é um mito. As vacinas passam por rigorosos testes de segurança e os efeitos adversos costumam ser leves e passageiros.

Já as doenças que elas previnem podem provocar complicações graves, principalmente em idosos.

O papel da família

Familiares e cuidadores podem ajudar conferindo periodicamente a caderneta, acompanhando o idoso às campanhas de vacinação, criando lembretes para reforços e perguntando sobre vacinas durante consultas médicas.

Perdeu a caderneta? Não deixe de se vacinar

Caso o cartão de vacinação tenha sido perdido, a orientação é procurar uma unidade de saúde. Muitas doses já estão registradas nos sistemas eletrônicos e, quando não há comprovação, o profissional de saúde pode orientar a atualização do esquema vacinal com segurança.

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