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Polícia

Mineradora alvo de furtos praticados por funcionários teve prejuízo de R$ 1 milhão

Sete pessoas ligadas a duas associações criminosas especializadas em furtos de bobinas de cobre e baterias estacionárias foram presas em flagrante

Mineradora alvo de furtos praticados por funcionários teve prejuízo de R$ 1 milhão
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Layna Cruz

Jornalista formada pela Universidade Federal do Espírito Santo, é repórter multimídia no jornal A Tribuna e portal Tribuna Online. Já atuou no Tribunal de Justiça do Espírito Santo e no Senac-ES. Curiosa sobre tudo o que envolve comunicação e jornalismo, possui experiência nas áreas de assessoria de imprensa, comunicação institucional, cobertura de eventos, mídias sociais, fotografia e produção de vídeos e podcasts.

Última atualização



Sete pessoas foram presas e 13 indiciadas por ligação a duas associações criminosas responsáveis por furtar uma mineradora desde 2025, causando prejuízos milionários. As investigações da Polícia Civil começaram em maio deste ano e desarticularam os dois grupos.

Esquema do cobre: funcionários e notas fiscais falsas

O primeiro grupo era especializado no furto de bobinas de cobre, subtraídas por funcionários da mineradora e de terceirizadas. O chefe do Departamento Especializada de Investigações Criminais (Deic), delegado Gabriel Monteiro, informou que quatro pessoas foram presas em flagrante dentro da empresa.

“Nós fomos até a empresa e demos ordem de prisão em flagrante para esses quatro indivíduos que se encontravam ainda na empresa. Todos eles confessaram a sua participação e, com as demais provas que já estão no inquérito policial encaminhado para a Justiça, eles vão responder pelo crime de furto qualificado com o curso de pessoas e associação criminosa”

Segundo o delegado, havia um líder interno que guardava, identificava e quantificava as bobinas, repassando informações a um funcionário externo que falsificava e-mails e notas fiscais. Um motorista entrava com crachá de empregado, seguia ao galpão e outros três funcionários faziam a logística com guindaste para carregar o caminhão. Na saída, eram apresentadas as notas e os e-mails falsos.

O cerco eletrônico registrou que o caminhão foi até Guarapari e retornou sem o material furtado.

Esquema das baterias: acesso indevido e “manutenção”

O segundo grupo furtava baterias estacionárias, usadas em locomotivas e alarmes de incêndio. Três funcionários foram presos. De acordo com as apurações, eles entravam com um veículo emprestado de uma loja de baterias. O dono da loja tinha acesso à área de descarte, separava itens em bom estado e saía com a justificativa de que faria “manutenção”.

As baterias foram encontradas na loja do receptor que emprestou o veículo.

Prejuízo estimado e andamento do caso

A Polícia Civil estima prejuízo de R$ 1,5 milhão com as bobinas de cobre e de R$ 20 mil com as baterias, valores que podem aumentar. Embora não houvesse relação entre os grupos, as investigações indicam que atuavam simultaneamente e com modus operandi semelhante.

Após receberem voz de prisão, os suspeitos foram levados à Delegacia de Polícia de Jaguaré sem resistência e, em seguida, encaminhados ao sistema prisional. A investigação em relação a suspeitos não indiciados pela Polícia Civil foi arquivada.




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