Um caminhoneiro de 36 anos foi detido pela Polícia Rodoviária Federal (PRF) após ser flagrado dirigindo há quas dois dias sem descanso e sob efeito de drogas na BR-262, em Domingos Martins, Região Serrana do Espírito Santo, na tarde dessa quinta-feira (14).
De acordo com a corporação, o homem foi abordado após agentes visualizarem o caminhão que ele conduzia transitando na contramão e realizando uma curva perigosa sem motivo aparente, em meio a um intenso fluxo de veículos no km 92 da rodovia. Ainda segundo a PRF, a manobra gerou um risco iminente de acidente.
O veículo foi abordado e nele estavam o caminhoneiro e sua esposa. Ao ser questionado sobre a condução perigosa, o motorista relatou que dirigia praticamente sem parar desde as 3h da manhã de quarta-feira (13) e que havia consumido maconha e Nobésio (cloridrato de femproporex) — uma anfetamina conhecida como “rebite”, utilizada por motoristas para permanecer acordados por longos períodos.
Ele disse, ainda, que seu empregador paga comissão extra por entregas mais rápidas.
O caminhão passou por uma vistoria. Dentro do veículo, agentes encontraram três partes de cartelas contendo 23 comprimidos do medicamento. No porta-luvas, dentro de um pote de chicletes, havia duas pequenas porções de maconha. Já sob a cama da cabine, foi localizado um prato de vidro com resquícios de substância com odor e aparência semelhantes ao cloridrato de cocaína.
A análise do disco do tacógrafo confirmou que o motorista conduzia desde o dia anterior sem pausas para descanso. Ele foi encaminhado à Delegacia de Polícia Civil de Venda Nova do Imigrante, junto com os entorpecentes apreendidos. O caminhão, por não possuir restrições, foi liberado.
Procurada pela reportagem, a Polícia Civil informou que o camnhoneiro foi autuado em flagrante por adulteração veicular e por conduzir o veículo com capacidade psicomotora alterada em razão da influência de álcool ou de outra substância psicoativa que determine dependência. Após os procedimentos necessários, ele foi encaminhado ao sistema prisional.